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Governo alemão adota lei para expulsar mais imigrantes com pedido de asilo negado

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Caminhão usado no atentado da Feira de Natal de Berlim, em 19 de dezembro REUTERS/Fabrizio Bensch

O governo alemão adotou nesta quarta-feira (22) um projeto de lei que visa acelerar as expulsões de milhares de imigrantes que tiveram o pedido de asilo político recusado.


As medidas do governo da chanceler Angela Merkel ainda deverão ser aprovadas no Parlamento, mas já foram alvo de um acordo de princípio, há duas semanas, entre os estados regionais, encarregados de executar as expulsões, e o governo federal.

O texto prevê acelerar e facilitar o retorno aos seus países de origem de imigrantes que tiveram o pedido de asilo político recusado, como é o caso do autor do atentado contra a feira de Natal de Berlim, em 19 de dezembro. O tunisiano Anis Ami, 24 anos, que dirigia o caminhão e circulou pela Europa depois do ataque, não pôde ser oficialmente expulso do país.

Com o texto, a Alemanha quer aumentar para dez dias a duração da detenção provisória de imigrantes com pedidos de asilo negados e considerados pela Justiça potencialmente perigosos, que poderão ter que usar um bracelete eletrônico. As autoridades alemãs também terão direito de acessar os dados dos telefones celulares de imigrantes que tiverem mentido sobre a própria identidade.

Polêmica sobre expulsão de afegãos

A aprovação do texto acontece em um momento polêmico no país, com a expulsão cada vez mais frequente de afegãos no país. Isso porque a situação política no Afeganistão piorou no ano passado, com um aumento da violência entre as forças governamentais e os insurgentes islâmicos, segundo o secretário da Anistia Internacional na Alemanha, Markus Beeko.