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Anders Breivik Noruega

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Tribunal decide que Breivik não recebe tratamento desumano em prisão da Noruega

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O terrorista neonazista norueguês Anders Behring Breivik Reuters

O assassino neonazista Anders Behring Breivik não recebe tratamento desumano na prisão, anunciou nesta quarta-feira (1°) um tribunal de apelação da Noruega, que invalidou uma sentença de primeira instância que havia condenado o Estado norueguês em 2015.


"Breivik não é nem foi vítima de tortura ou de tratamento degradante", afirma o tribunal de apelação em Oslo em um comunicado. O extremista de 38 anos, que em 2011 matou 77 pessoas, apresentará um recurso à Corte Suprema da Noruega, anunciou imediatamente seu advogado, Øystein Storrvik.

Em uma decisão que surpreendeu e deixou em choque os sobreviventes do massacre e os parentes das vítimas, um tribunal de primeira instância determinou em abril do ano passado que a Noruega violava o artigo 3 da Convenção Europeia de Direitos Humanos, que proíbe qualquer tratamento "desumano" ou "degradante".

A juíza destacou em particular o isolamento prolongado de Breivik, afastado dos outros detentos desde sua prisão, o que afeta sua saúde mental. O Estado entrou com recurso após a decisão.

Direito à vida privada

Nesta quarta-feira, os três juízes do tribunal de apelação também rejeitaram um recurso de Breivik sobre uma suposta violação do artigo 8 da convenção, que garante o direito à vida privada, já que o Estado controla de forma estrita sua correspondência.

Em 22 de julho de 2011, disfarçado de policial, Breivik invadiu um acampamento de verão da Juventude Trabalhista norueguesa na ilha de Utoya e matou 69 pessoas.

No mesmo dia, algumas horas antes, Breivik matou oito pessoas ao detonar uma bomba perto da sede do governo em Oslo. O autor dos ataques mais violentos na Noruega desde a Segunda Guerra Mundial, que acusou as vítimas de fomentar o multiculturalismo, foi condenado em agosto de 2012 a uma pena de 21 anos, que pode ser prorrogada por tempo indeterminado.