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Alemanha investiga carta de grupo neonazista que reivindica ataque ao Dortmund

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Ônibus de Borussia Dortmund após a explosão Reuters

A Procuradoria alemã informou neste sábado (15) que está examinando uma nova carta que reivindica o atentado contra o ônibus do clube de futebol Borussia Dortmund.


Na terça-feira (11), o veículo havia acabado de sair do hotel onde a equipe estava hospedada e se dirigia ao estádio para um jogo da Liga dos Campeões contra o Monaco quando três bombas explodiram nas proximidades, ferindo duas pessoas, o zagueiro espanhol Marc Bartra e um policial.

Quatro dias após o ataque, os investigadores ainda são incapazes de decifrar o que aconteceu na terça-feira.
O jornal alemão Tagesspiegel revelou neste sábado que recebeu uma nova reivindicação, desta vez procedente de organizações de extrema-direita, que criticam o multiculturalismo e ameaçam realizar outro ataque.

"Nós temos a carta de reivindicação. Estamos examinando", afirmou Frauke Koehler, porta-voz da Procuradoria Federal a respeito de um e-mail recebido pela publicação.

Os investigadores também estudaram mensagens publicadas por grupos de extrema-esquerda na Internet para reivindicar o ataque, embora os procuradores também duvidem de sua autenticidade.

Três cartas idênticas encontrados perto do local do ataque sugeriam uma ligação com grupos islâmicos, mas as autoridades não acreditam na autenticidade dessas reivindicações.

A polícia descartou a participação do único suspeito detido até agora, um cidadão iraquiano que fez parte do grupo Estado Islâmico (EI).

Derrota para o Monaco

Os jogadores do Dortmund, apesar de chocados com o ataque, disputaram a partida da Liga dos Campeões contra o Monaco na quarta-feira, perdendo por 2 a 3 para a equipe francesa.

O treinador da equipe alemã, Thomas Tuchel, criticou a decisão de adiar a partida em apenas um dia depois do ataque, garantindo que a Uefa havia tratado os seus jogadores como se tivessem jogado apenas "uma lata de cerveja" contra seu ônibus.

O diretor do Borussia Dortmund, Hans-Joachim Watzke, admitiu neste sábado que chegou a considerar a possibilidade de retirar sua equipe da Liga dos Campeões após o ataque.

"Eu me perguntei por um momento se não devíamos nos retirar completamente da competição", declarou Watzke em uma entrevista à revista Der Spiegel, acrescentando que, após refletir, chegou a conclusão de que "teria sido uma vitória para os autores do ataque".

O jogador Marc Bartra, que passou por uma cirurgia no pulso direito, deixou o hospital neste sábado e ficará fora dos gramados por quatro semanas. O clube alemão receberá neste sábado o Eintracht Frankfurt em partida válida pela Bundesliga.

O Dortmund pediu aos torcedores para que cheguem cedo ao estádio em razão do reforço das medidas de segurança e pediu para que evitem trazer bolsas ou mochilas.