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Polícia prende rede de pedófilos do WhatsApp na Europa e América Latina

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Atuando no "dark web", os pedófilos esperam fugir da polícia LIONEL BONAVENTURE / AFP

A Europol e a Interpol anunciaram nesta terça-feira (18) a prisão de 38 suspeitos detidos na Europa e na América Latina, envolvidos em uma rede de tráfico de vídeos e imagens de pornografia infantil no WhatsApp.  


Mais de 300 computadores, celulares, tablets e discos rígidos, contendo milhões de imagens, foram confiscados, de acordo com a Europol e a Organização Internacional de Cooperação Policial da Interpol. As prisões aconteceram no mês passado em quinze países, entre eles a Argentina, México, Colômbia, Peru, Alemanha, Itália, Portugal e Espanha.

Lançada em 2016 pela polícia espanhola, a operação Tantalio concentra suas atividades na rede Tor, ou “dark web”, onde os internautas podem navegar anonimamente, sem que seus IPS (identidade eletrônica) sejam identificados. Dentro dessa rede quase invisível, os investigadores espanhois descobriram as ligações entre usuários que compartilhavam arquivos “indecentes” em grupos no WhatsApp.

Grupos estão sendo analisados

Cerca de 25 grupos estão sendo analisados, segundo a Europol. Mais de 130 suspeitos foram identificados, entre eles usuários e produtores das imagens. O objetivo agora é examinar o material o mais rapidamente possível para identificar as crianças vítimas desse tipo de crime e resgatá-las.

De acordo com Rob Wainwright, diretor da Europol, para não deixar pistas, os criminosos se tornam exímios conhecedores das novas tecnologias. “Precisamos continuar a unir recursos e competências conjuntas para combater essa ameaça e defender nossas crianças, identificando os responsáveis e fazendo responder pelos seus atos diante da justiça”, declarou.

Para o coordenador das operações de luta contra crimes envolvendo menores na Interpol, Bjorn Sellstrom, a operação envia “uma mensagem importante: a polícia em todo o mundo está unida para julgar todos que participam desses crimes odiosos”.