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Trump adia decisão sobre Acordo de Paris e frusta reunião do clima na Alemanha

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Ecologistas protestam em frente à Trump Tower nos Estados Unidos nesta terça-feira, 9 de maio de 2017. REUTERS/Brendan McDermid

Os Estados Unidos adiaram nesta terça-feira (9) uma reunião para decidir seu papel no esforço internacional contra as mudanças climáticas, uma decisão que frustrou delegados de todo o mundo reunidos em Bonn para aplicar o Acordo de Paris.  


Diante das dúvidas de Washington, o presidente chinês, Xi Jinping, voltou a se comprometer, nesta terça-feira (9), a "defender" o acordo junto com o presidente eleito da França, Emmanuel Macron.

“A China e a França devem manter sua comunicação e sua coordenação sobre as questões internacionais e regionais e defender as conquistas da governança mundial, incluindo o Acordo de Paris sobre o clima", ressaltou Xi Jinping, citado pela televisão pública CCTV.

O presidente americano, Donald Trump, ainda tem que informar se Washington se retirará do acordo, como havia prometido durante a campanha eleitoral. Posteriormente, o presidente americano disse que tomaria uma decisão sobre a questão antes da cúpula do G7, que será realizada nos dias 26 e 27 de maio na Sicília. Nesta terça-feira (9), ele prefriu adiar a decisão sobre o Acordo de Paris até depois de sua viagem à Europa.

O subsecretário de Estado americano para Assuntos Ambientais Internacionais, David Balton, disse na segunda-feira (8) que a decisão será tomada "nas próximas duas semanas".

Reunião “frustrada”

Em Bonn, onde os 196 signatários do acordo estão reunidos, os negociadores esperavam o resultado da reunião prevista para esta terça-feira, antes de um alto funcionário da Casa Branca confirmar o seu adiamento sem previsão de data.

A reunião de Bonn, que começou na segunda-feira (8) e será concluída na próxima quinta-feira (11), deverá servir para estabelecer as regras de aplicação do Acordo de Paris. O pacto tem o objetivo de limitar o aumento da temperatura global a 2ºC em relação aos níveis pré-industriais.

Segundo os cientistas, esta limitação é a única que pode evitar os impactos climáticos mais graves, como o aumento do nível do mar, as grandes secas ou as tempestades em grande escala.

Um total de 195 países mais a União Europeia assinaram o acordo em dezembro de 2015, após anos de negociações, que tiveram o ex-presidente americano Barack Obama como um dos principais artífices. "É importante que os grandes países, que são também grandes emissores [de gases de efeito estufa], como Estados Unidos e China (...), deem o exemplo", disse Obama nesta terça-feira em Roma.