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Movimento de pânico de torcedores da Juventus deixa mil pessoas feridas em Turim

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Torcedor ferido é carregado na praça San carlo, em Turim. Marco BERTORELLO / AFP

Cerca de 1.500 pessoas ficaram feridas na noite de sábado (3) em Turim (Itália), em um movimento de pânico de torcedores que assistiam a final da Liga dos Campeões entre o Real Madrid e a Juventus em uma praça, no centro da cidade. Uma criança de 7 anos, pisoteada na correria, foi hospitalizada em estado de coma. A maioria dos torcedores sofreu ferimentos leves, mas sete pessoas foram levadas para prontos-socorros.


A correia começou a 10 minutos do encerramento da partida, quando a detonação de um foguete lançado por um torcedor foi confundida com a explosão de uma bomba. Milhares de fãs estavam reunidos na praça San Carlo para assistir o jogo em um telão instalado no local. O Real Madrid venceu a Juventus por 4 a 1, conquistando o 12º título da Champions na história do clube espanhol.

REUTERS/Giorgio Perottino

A detonação do foguete gerou pânico e fez a multidão correr em direção às saídas da praça, mas os acessos estavam parcialmente bloqueados por barreiras de segurança. Muitas pessoas caíram no chão e se feriram com cacos de garrafas e copos. Outras foram pisoteadas na entrada de um estacionamento, depois que uma barreira cedeu à pressão da massa.

Poucos minutos depois do tumulto, a praça estava repleta de calçados, bolsas e outros bens pessoais abandonados pelos torcedores.

"Ouvimos um barulho, aconteceu uma correria. As pessoas começaram a cair umas em cima das outras. Tenho sangue de pessoas que caíram em cima de mim", disse à agência AFP Luca, de 32 anos.

"Foi como uma onda, as pessoas pulavam sobre as outras. Foi um momento realmente terrível, pensamos no que aconteceu em Manchester", completou, em referência ao atentado de 22 de maio em um show da cantora Ariana Grande.

O prefeito de Turim, Renato Saccone, afirmou que "a causa principal foi o pânico, mas para compreender o que o provocou será necessário esperar um pouco".

Torcedores da Juventus compararam o incidente à final de 1985, disputada pelo clube italiano contra o Liverpool, quando 39 pessoas morreram no estádio do Heysel num movimento de pânico semelhante.

A recente onda de atentados terroristas nos países europeus mostra que as pessoas estão atentas a qualquer sinal de alarme, o que torna cada vez mais difícil para as autoridades garantir a segurança em eventos públicos.