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Bruxelas: líderes da UE discutem Brexit, terrorismo e imigração

A menos de quarenta e oito horas da tentativa de ataque terrorista fracassada em Bruxelas, líderes europeus se reúnem nesta quinta-feira (22) na capital belga para o último Conselho Europeu antes do recesso do verão.

Letícia Fonseca, correspondente da RFI em Bruxelas

Apesar das medidas suplementares para reforçar a segurança em Bruxelas, o clima no Conselho Europeu será de um certo otimismo. O crescimento da economia na UE está voltando aos poucos, os candidatos pro-europeus venceram as eleições presidenciais na França e Holanda, além das negociações do Brexit que parecem mais unir do que dividir os países do bloco. Porém, isso não será suficiente para garantir consenso na agenda da reunião. Há divergências e muitas áreas de tensão, como, por exemplo, o sistema de cotas para refugiados, proposto pela Comissão Europeia, e recusado por alguns países do Leste Europeu.

Macron participa de primeiro Conselho

Todos os holofotes vão estar voltados para o presidente francês Emmanuel Macron, que pela primeira vez participa de um Conselho Europeu. Para Bruxelas, Macron simboliza um sinal de esperança e vitalidade para o bloco. Em um primeiro momento, a maior expectativa é de que Macron, ao lado da chanceler alemã Angela Merkel, consiga relançar o eixo Paris-Berlim. Mas isso vai depender da reeleição de Merkel, que poderá ganhar o seu quarto mandato, nas eleições de setembro próximo.

Às vésperas da reunião em Bruxelas, Macron reafirmou sua confiança na Europa. Em uma entrevista concedida a oito grandes jornais do continente, o jovem presidente afirmou que, diante do crescimento de extremismos e regimes autoritários e frente às desigualdades que se agravam no mundo, cabe à Europa "ganhar a batalha" pela "liberdade e pela democracia, assegurar a justiça social e preservar nosso planeta através do clima". Emmanuel Macron criticou “alguns dirigentes europeus que viraram as costas à Europa” com “uma aproximação cínica da União, que servia para gastar os créditos sem respeitar seus valores". "A Europa não é um supermercado. A Europa é um destino comum", ressaltou.

Brexit e população

No jantar desta quinta-feira (22), a primeira-ministra britânica Theresa May deve explicar aos colegas europeus como o seu governo vai lidar com os direitos futuros dos 3,2 milhões de cidadãos dos países da União Europeia que vivem no Reino Unido. Possivelmente, May irá oferecer aos líderes do bloco um acordo sobre a permanência destes cidadãos europeus em solo britânico, além da garantia de seus direitos trabalhistas. O destino e os direitos dos cerca de 1,2 milhão de britânicos nos 27 países da UE também devem ser discutidos. Porém, os detalhes serão deixados para as delegações do Brexit que finalmente irão iniciar as negociações, na próxima segunda-feira.

Segurança e defesa são destaques

Em Bruxelas, os líderes europeus vão aprofundar medidas já existentes, como o combate à radicalização e o recrutamento de terroristas através da internet e de redes sociais. É bastante provável que os chefes de Estado e governo da União Europeia solicitem aos gigantes da tecnologia como Apple, Google, Facebook e Twitter que desenvolvam “novos instrumentos” que possam remover automaticamente todo e qualquer conteúdo que promova o incitamento à violência. Este plano de regulamentação da internet tem o apoio dos governos do Reino Unido e França.

A Alemanha já deu um passo à frente, ao aprovar uma lei que pretende impor multas de até € 50 milhões (cerca de R$ 184 milhões) a empresas do Vale do Silício que não limitem a circulação de discursos de ódio em suas redes sociais. Em Bruxelas, os dirigentes europeus deverão também discutir os avanços da política externa de defesa do bloco.

Reforço da segurança

O governo belga decidiu reforçar ainda mais a segurança nas ruas e adotar medidas suplementares, após a tentativa fracassada do ataque terrorista na estação central de Bruxelas, na última terça-feira (20). No entanto, o país continua no nível 3, em uma escala de 4, no alerta terrorista. O nível 3 é considerado grave e se justifica quando um ataque é muito provável, enquanto o nível 4 significa um estado de segurança crítico e indica a iminência de um ataque. O sistema de alerta por ameaça terrorista está acionado desde os atentados de março do ano passado, que mataram 32 pessoas em Bruxelas.

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