rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
  • Boris Johnson anuncia um "excelente novo acordo" com a UE

Jean-Claude Juncker Theresa May Brexit União Europeia Donald Tusk

Publicado em • Modificado em

Primeira oferta de May para o Brexit é recebida com cautela na UE

media
A primeira-ministra britânica, Theresa May REUTERS/Eric Vidal

A proposta da primeira-ministra britânica, Theresa May, sobre os direitos dos expatriados europeus no Reino Unido após o Brexit poderia "agravar" a situação dessas pessoas no país, advertiu o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.


 

O Reino Unido propõe conceder aos cidadãos da União Europeia um "estatuto definitivo" com direito à residência permanente desde que vivam há cinco anos no país, medidas que espera que sejam "recíprocas" para os britânicos que vivem no restante do bloco.

"Minha impressão é que essa oferta está abaixo de nossas expectativas", afirmou ao final de uma reunião de cúpula dos líderes europeus em Bruxelas.

Para o presidente do Conselho Europeu, que coordena os 28 chefes de Estado e de Governo, "os direitos dos cidadãos são a prioridade da UE de 27" países nas negociações de divórcio com o Reino Unido, que começaram na segunda-feira.

Os líderes da União Europeia receberam com cautela nesta sexta-feira a solução proposta pela primeira-ministra britânica Theresa May para os cidadãos europeus que moram no Reino Unido, uma vez consumado o Brexit, uma oferta criticada pelos principais afetados.

"É um primeiro passo, mas esse passo não é suficiente", afirmou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. Ele concordou com a chanceler alemã, Angela Merkel, que considerou que a proposta de May deixa questões em aberto.

Outra dúvida é sobre qual a data será utilizada como base para determinar os cinco anos: a notificação oficial do Brexit em 29 de março de 2017, a saída efetiva em 2019 ou algum momento entre ambas?

Após mais de 40 anos de união, mais de 3 milhões de cidadãos da UE vivem no Reino Unido e quase 1 milhão de britânicos residem nos demais países do bloco, a maioria na Espanha.