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G20 começa com clima tenso e disputas de poder na Alemanha

O clima é tenso em Hamburgo, na Alemanha, onde começa nesta sexta-feira (7) a cúpula do G20, reunindo durante dois dias líderes das 20 mais importantes economias industrializadas e países emergentes.

Marcio Damasceno, correspondente da RFI em Berlim

Dezenas de pessoas ficaram feridas após violentos confrontos entre policiais e ativistas durante um protesto contra a cúpula. O momento mais esperado do evento é o primeiro encontro entre o presidente americano, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin.

A atmosfera em Hamburgo continua tensa. Na manhã desta sexta-feira (7), manifestantes se reuniram para novos protestos. Nas ruas da cidade podem ser vistos carros queimados, garrafas, vidros quebrados, além de ropas de policiais de choque. Ativistas tentaram invadir a área de segurança da cúpula, que é fechado à população. Houve novos confrontos, embora não tão violentos quanta na noite desta quinta-feira (6).

A portas fechadas

O presidente americano já chegou em Hamburgo e se encontrou com a chanceler alemã Angela Merkel, numa reunião a portas fechadas. Trump e Merkel falaram sobre alguns dos pontos da cúpula do G20, e tambem sobre temas como a Coreia do Norte, Síria e Ucrânia, nos quais os dois líderes têm vários pontos de consenso. Sobre outros temas, parece que ainda continua havendo divergências, como em questões relacionadas à proteção climática e ao comércio internacional.

Espera-se que ao final desses dois dias seja concluído um documento final que apresente um consenso do grupo, com soluções para temas globais, como segurança, luta contra o terrorismo, combate à evasão fiscal, fim de barreiras comerciais. Também devem ser discutidos assuntos como digitalização, investimentos para a África e direitos das mulheres, entre outros. A chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou seu desejo de tomar proteção climática e o desenvolvimento sustentável uma prioridade para essa cúpula do G20, presidida pela Alemanha.

Acontece que esse promete ser justamente um dos temas mais difíceis. Sobretudo depois que Donald Trump afirmou que vai retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris. Por isso, a imprensa alemã chegou a afirmar que esse encontro do G20 pode se tornar um encontro de 19 países contra um, os Estados Unidos. Mas Merkel afirmou que vai fazer o possível para que isso não aconteça e que sejam encontrados pontos de consenso sobre proteção climática com os Estados Unidos.

Outro tema difícil será o comércio internacional e a queda de barreiras comerciais, tendo em vista a atual política americana de isolacionismo promovida por Donald Trump.

Putin X Trump: o primeiro encontro

Ninguém consegue prever ao certo quais os resultados do primeiro encontro entre Putin e Trump, que vem sendo considerado o ponto alto do evento. Temas como os conflitos na Ucrânia e na Síria certamente serão abordados. Donald Trump parece que está dando mais importante aos encontros bilaterais do que ao G20 em si. O presidente americano deve encontrar em Hamburgo também o presidente chines Xi Jinping e certamente a Coreia do Norte deve ser o tema central da conversa.

O presidente russo se encontra com seu colega americano num momento especialmente tenso das relações entre Moscou e Washington, sobretudo nos temas Síria e Ucrânia. Também existe a questão da suposta influência dos russos na eleição presidencial americana, que está pressionando Trump domesticamente. Ontem, Trump acusou a Rússia de ter um papel desestabilizador, durante sua visita a Polônia. Mas, como resssaltou o ministro alemão do Exterior, Sigmar Gabriel, a própria reunião em si, o próprio fato de estar havendo essa conversa entre os Putin e Trump já é um bom sinal.

Polêmica que começa nos detalhes

Já existe controvérsia sobre o horário escolhido para a reunião entre Putin e Trump,  detalhe que causa um certo incômodo e que vem sendo bastante comentado na imprensa alemã. Trump e Putin devem se reunir exatamente na hora de um importante plenário sobre os temas proteção climática e desenvolvento sustentável, uma reunião realizada por desejo da chanceler alemã, Angela Merkel.

Analistas consideram a escolha do horário da conversa uma espécie de afronta a Merkel e também uma forma de o presidente americano literalmente fugir da discussão sobre o tema proteção climática.

Segundo a mídia alemã, a hora do encontro mostra claramente que Washington prefere deixar o tema de fora da declaração final do G20. Resta agora ver se os organizadores alemães permitirão que isso aconteça.

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