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Alemanha e França encontram novos restos de experiências nazistas macabras

Por Adriana Moysés

Passados 72 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, novas revelações sobre experiências atrozes de médicos nazistas continuam surgindo dos porões de institutos de pesquisa e hospitais na Alemanha e na França. O assunto é o tema de capa da edição semanal da revista francesa L’Obs.

Em junho, o Instituto Max Planck de Berlim, um dos organismos de pesquisa mais renomados da Alemanha, encontrou em seus depósitos restos de uma coleção de cérebros de vítimas da "Ação T4", codinome da operação secreta de "eutanásia" do regime nazista, que visava exterminar deficientes e pessoas com problemas neurológicos desconhecidos na época.

Esses seres eram tratados por Hitler como "inúteis" ou "indesejáveis", porque maculavam seu projeto de povoar a Alemanha com uma "raça ariana", "pura", considerada por ele como superior. Entre as vítimas, havia crianças e adolescentes que às vezes sofriam apenas de epilepsia, hiperatividade ou dislexia. Mas eram vistos como "indesejáveis", na retórica hitleriana, e foram assassinados por "interesse científico".

Os cérebros encontrados nos porões do Instituto Max Planck de Berlim foram objeto de estudo do neuropatologista Julius Hallervorden, que na década de 1940 tinha um laboratório de pesquisa no local. A reportagem da L’Obs relata as experiências desse médico e de seus comparsas. O neuropatologista recolheu 700 cérebros vindos dos seis centros de eutanásia instalados pelo regime nazista na Alemanha, incluindo os de um comboio de 58 crianças e adolescentes exterminados em outubro de 1940.

O médico nunca foi importunado pela justiça depois da guerra. Diante do achado de novos restos, o Instituto Max Planck iniciou em junho deste ano um trabalho minucioso para identificar as 700 vítimas da coleção do "doutor" Hallervorden.

França teve experiências em universidade ocupada  

No Instituto de Medicina Legal da Universidade de Estrasburgo, no leste da França, uma descoberta macabra similar, de restos humanos provenientes de experiências científicas do regime, foi revelada pelo médico legista e historiador francês Raphael Toledano.

Durante a ocupação da cidade, o médico nazista August Hirt chefiou um laboratório na universidade e constituiu uma coleção de esqueletos de judeus. Os corpos foram deportados diretamente das câmaras de gás do campo de extermínio de Auschwitz. Testes estão em curso na universidade francesa para identificar lâminas com restos de tecidos manejados pelo sinistro "doutor" Hirt.

Quando se pensava que os historiadores já tinham esmiuçado tudo sobre os métodos nazistas, a reportagem da L’Obs mostra que a tarefa continua inacabada.

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