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Terremoto deixa mortos e provoca pânico em ilha turística da Itália

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Polícia italiana e equipe médica salvam bebê depois do terremoto na Ilha de Ischia, na Itália, em 22 de agosto de 2017. REUTERS/Antonio Dilaurenzo

Ao menos duas mulheres morreram e 39 pessoas sofreram ferimentos sem gravidade após o terremoto ocorrido na noite desta segunda-feira (21) na ilha turística de Ischia, na baía de Nápoles, na Itália.


Uma das vítimas é uma idosa, atingida por destroços de uma igreja. A segunda vítima estava em uma casa que desmoronou com o tremor de terra de magnitude 4 na escala Richter.

Os bombeiros trabalham há mais de 12 horas para resgatar duas crianças, dois irmãos de 7 e 11 anos, presas entre os escombros. O mais velho, Mattia, foi resgatado por volta de 11h locais. os bombeiros trabalham agora para retirar o menor, Ciro, de 7 anos. As crianças se enconderam embaixo de uma cama e conseguiam se comunicar por celular com as equipes de resgate.

O irmão mais novo da mesma família, um bebê de 7 meses, foi resgatado com vida e passa bem. A ilha de Ischia, muito frequentada durante o verão, tem construções pouco resistentes a seísmos. Com medo, muitos turistas dormiram nos carros e deixam a ilha na manhã desta terça-feira (22).

Pânico na ilha

Os danos causados pelo terremoto se concentram em Casamicciola e Lacco Ameno, dois pequenos municípios na costa norte desta ilha de 47 km2, densamente povoada, que normalmente tem 62 mil habitantes, uma população que aumenta radicalmente no verão.

Vários edifícios entraram em colapso, com fissuras largas e ameaçadoras. Cerca de 40 pessoas ficaram feridas, a maioria ligeiramente. O terremoto aconteceu às 20h57 locais (15h57 em Brasília), com um epicentro a cerca de 10 quilômetros ao norte de Ischia.

"Houve um barulho e depois pânico entre os turistas que jantavam", contou Gianpaolo Castagna, que dirige o restaurante La Pergola, em Casamicciola. "Felizmente, a estrutura não foi danificada, com exceção de alguns pedaços de gesso que caíram, mas as pessoas estavam muito assustadas e todos passamos a noite lá fora", acrescentou Castagna, afirmando que o estabelecimento estava 80% cheio, ou seja, com entre 120 e 130 pessoas presentes no local na hora do terremoto.