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Homenagens na Europa lembram 20 anos da morte de Lady Di

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Flores e tributos em memória de Lady Di na frente do Palácio de Kensington, em Londres, em 30 de agosto de 2017. REUTERS/Hannah McKay

Na véspera do aniversário de 20 anos da morte da princesa Diana, a Lady Di, as homenagens já começaram na Grã-Bretanha e na França, onde a princesa morreu em um acidente de carro em 31 de agosto de 1997.


Enquanto a mídia europeia multiplica programas e publicações sobre Diana Spencer, seus filhos, William e Harry, visitaram nesta quarta-feira (30) o jardim em homenagem à princesa no palácio de Kensington, onde ela vivia, em Londres.

No jardim predominam flores de tons brancos, com alguns toques em cor, especialmente plantadas este ano para homenagear o ícone Lady Di. Em frente às cercas do palácio de Londres, buquês de flores, mensagens e fotos começaram a se acumular na terça-feira, 20 anos após o mar de flores depositado no mesmo lugar por milhões de pessoas desconsoladas.

Preocupados em perpetuar o compromisso de sua mãe e preservar seu legado, os dois príncipes também devem se encontrar nesta quarta-feira com representantes de organizações beneficentes que ela apoiava, longe do glamour do gigantesco espetáculo que eles prepararam em Londres, na ocasião do 10º aniversário de sua morte.

Homenagens também no monumento criado em memória à Diana em Paris, a Chama da Liberdade, na entrada do túnel de l'Alma, onde a princesa morreu ao ser perseguida por papparazi, ao lado do namorado, Dodi Al Fayed. Vinte anos após sua morte, o mistério em torno do trágico acidente continua e as investigações nunca foram encerradas.

Legado e compromisso

Para lembrar a memória de sua mãe, William e Harry também encomendaram uma estátua de Diana para ser erguida mais tarde - provavelmente antes do final de 2017 - nos jardins de Kensington. Foi esse processo de legado que levou os príncipes a quebrar anos de silêncio em torno de sua mãe para falar sobre ela, pela primeira vez, em um documentário exibido em julho na rede de televisão britânica ITV.

"Harry e eu sentimos intensamente que queremos celebrar sua vida", disse William, de 35 anos, no documentário em que seu irmão e ele evocaram uma ferida ainda viva. Os dois príncipes, que substituíram sua mãe atraindo a atenção das câmaras e estampando capas dos tabloides britânicos, também recuperaram seus compromissos oficiais, da luta contra as minas terrestres até a defesa dos sem-teto, passando pela consciência sobre problemas de saúde mental.

A influência de Diana sobre a monarquia continuou mesmo após sua morte, o que prejudicou gravemente a imagem dos Windsor. A rainha Elizabeth II foi especialmente criticada por sua suposta insensibilidade à morte de sua ex-nora e à dor de seus súditos. Forçada a se modernizar, esta família real, que a princesa de Gales dizia desonrar, saiu fortalecida da tragédia. Hoje, Elizabeth II é mais respeitada do que nunca, em um momento em que seu reinado bate recordes de longevidade.