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Legislativas Alemanha Angela Merkel

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Visando as legislativas, Merkel vence debate na TV contra Schulz

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Debate decisivo entre Merkel e Schultz antes de eleições na Alemanha Mediengruppe RTL Deutschland (MG RTL D)/Handout via REUTERS

A chanceler Angela Merkel venceu o debate na TV na noite deste domingo (3) contra seu rival social-democrata, Martin Schulz. Os dois disputam as eleições legislativas no próximo dia 24 de setembro.


Segundo uma sondagem do instituto ARD, 55% dos entrevistados acreditam que Merkel teve um desempenho melhor do que Schulz, que teve 35% das preferências. Dois milhões de alemães assistiram ao debate. Outra pesquisa, do instituto ZDF, estabeleceu uma menor distância entre os dois, mas também situou a chanceler na liderança, com 32%, contra 29% de opiniões de que Schulz havia ganhado o debate.

Parece, portanto, pouco provável que o debate ajude os social-democratas a inverterem a tendência das intenções de voto. O partido de Schulz, o SPD, está cerca de 15 pontos atrás dos conservadores da chanceler, a apenas três semanas das eleições.

O debate transcorreu sem surpresas, apesar do candidato social-democrata ter tentado atingir a adversária ao recordar sua decisão controversa de abrir as portas do país a centenas de milhares de migrantes em 2015. Este foi o único debate televisionado entre ela e seu rival social-democrata, Martin Schulz, antes das legislativas.

Fim das negociações de adesão da Turquia

A chanceler, que concorre a um quarto mandato, anunciou durante o debate sua intenção de dar fim às negociações de adesão da Turquia à União Europeia e endureceu claramente seu discurso em relação ao presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. Foi o único debate televisionado entre ela e seu rival social-democrata, Martin Schulz, antes das legislativas.

"Está claro que a Turquia não deve se tornar um membro da União Europeia", declarou Merkel, que se mostrou disposta a "conversar" com seus sócios europeus para chegar a "uma postura comum sobre este ponto" e tentar "dar fim às negociações de adesão".

As negociações entre Bruxelas e Ancara, que começaram em 2005, estão há meses em ponto morto devido à evolução política da Turquia, onde os detratores de Erdogan denunciam uma deriva autoritária do Estado.