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G7 e gigantes da internet decidem bloquear propaganda terrorista nas redes

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Ministros do Interior do G7 e gigantes da Internet se uniram para implementar um plano de ação destinado a bloquear automaticamente os conteúdos terroristas, em 20 de outubro de 2017. REUTERS/Athit Perawongmetha

Os ministros do Interior da cúpula do G7, reunidos na ilha italiana de Ischia, decidiram nesta sexta-feira (20) bloquear a propaganda terrorista de grupos extremistas na internet, segundo anunciou o ministro do Interior italiano, Marco Minniti.


"Pela primeira vez, os países mais desenvolvidos do mundo e os gigantes da internet (Google, Facebook e Twitter) se uniram para implementar um plano de ação destinado a bloquear automaticamente os conteúdos terroristas", explicou Marco Minniti, durante coletiva de imprensa. "A internet é importante para os jihadistas estrangeiros, é um veículo para recrutar, treinar e radicalizar. Se movem como peixes na água", admitiu o ministro.

O acordo é considerado um dos "primeiros passos para uma grande aliança feita em nome dos princípios da liberdade", acrescentou. Segundo fontes francesas, em menos de duas horas serão bloqueados quaisquer sites com conteúdo jihadistas. "Com este compromisso comum, queremos enviar uma mensagem forte à opinião pública do mundo: é possível não renunciar à liberdade e, ao mesmo tempo, viver de forma segura", completou Minniti.

Com o acordo, concretiza-se um dos pontos fixados em maio passado pelos líderes do G7 na cúpula de Taormina, Sicília, com o qual os representantes mundiais se comprometeram a continuar com determinação o combate ao terrorismo na internet.

Setor deverá se desenvolver rápido

O setor terá que se desenvolver e compartilhar novas tecnologias e ferramentas com urgência, para melhorar a detecção automática de conteúdos que incitem a violência. "É responsabilidade dos conteúdos, do governo e também da sociedade civil garantir que a internet seja um vetor de paz", afirmou o ministro do Interior francês, Gérard Collomb.

"Temos que fazer mais", apontou Elaine Duke, secretária interina de Segurança Nacional dos Estados Unidos, que agradeceu a colaboração das redes sociais. A queda de Raqa, bastião do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na Síria, representa "uma dura derrota militar, mas isso não quer dizer que esse grupo tenha deixado de existir", advertiu Minniti.

A reunião do G7 começou nesta sexta-feira de manhã com uma troca de percepções sobre a ameaça que os cerca de 25 a 30 mil combatentes estrangeiros do grupo EI representam após a queda de Raqa, um contingente paramilitar treinado e capaz de se distribuir por todo o planeta.

"Pela primeira vez falamos de como lutar contra a volta de combatentes estrangeiros ao seu país de origem", entre os quais há cerca de 5 mil indivíduos europeus, reconheceu o ministro do Interior italiano. "Decidimos reunir a informação e compartilhá-la", o que é essencial, assegurou Marco Minniti.