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Senado espanhol se reúne para decidir se aprova intervenção na Catalunha

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"Vim a esta câmara para pedir seu apoio", declarou o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, na abertura da sessão plenária do Senado espanhol destinada a aprovar a intervenção da autonomia catalã nesta sexta-feira (27). REUTERS/Susana Vera

Dia decisivo na crise entre a Catalunha e o governo central da Espanha. O Senado espanhol realiza, na manhã desta sexta-feira (27) a sessão em Madri que deve autorizar o pedido de intervenção na Catalunha e a destituição do executivo separatista. 


Fina Iñiguez, correspondente da RFI em Barcelona 

O parlamento catalão vive uma nova jornada histórica e amanhece blindado esperando uma enorme concentração de pessoas que acompanha a sessão do lado de fora. O dia pode terminar ou com a declaração da independência da Catalunha ou com a convocação de eleições para evitar a aprovação do artigo 155, embora tudo parece indicar que a intervenção na Catalunha vai ser aprovada nesta sexta-feira.

O presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, decidiu no último minuto da quinta-feira (26) não convocar eleições e deixar nas mãos do parlamento a decisão de declarar ou não a independência. Mas isso não foi possível pelo menos por um motivo: a enorme desconfiança entre Puigdemont e o o chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy. 

O presidente catalão pedia garantias de que o artigo 155 não fosse aplicado, caso convocasse eleições. E Rajoy pedia a Puigdemont para retroceder, mas sem confirmar uma mudança de postura de sua parte.
 
Sobre a dúvida se é inevitável a declaração da independência ou a intervenção da Catalunha, alguns analistas afirmam que ainda é possível uma saída negociada. Está claro que Puigdemont tenta evitar uma declaração unilateral de independência que é irrealizável, mas não está tão claro assim que Rajoy esteja disposto a bloquear a intervenção do governo catalão.