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COP23: saída dos EUA de acordo climático marca reunião em Bonn

Começa em Bonn, nesta segunda-feira (6), a Conferência do Clima das Nações Unidas, conhecida como COP23. O evento vai reunir milhares de pessoas na antiga capital alemã para discutir propostas para combater a mudança climática no Planeta. Cerca de 25 mil pessoas devem participar desta COP, entre delegados, representantes de ONGs, empresários e jornalistas.

 

Por Cristiane Ramalho, Correspondente da RFI, em Berlim

Os delegados dos quase 200 países que assinaram o Acordo do Clima, em 2015, em Paris, vão ter duas semanas para discutir como pretendem colocar em prática as suas propostas para combater o aquecimento global. A conferência será mais técnica, voltada para questões operacionais. Mas temas políticos também devem entrar no debate.

Essa vai ser a primeira Conferência do Clima desde que o presidente americano, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos vão deixar o Acordo de Paris, assinado pelo então presidente Barack Obama. Uma saída que deixa o país isolado no cenário internacional, ao lado apenas da Síria –mergulhada em uma guerra civil.

Mas como essa retirada só poderá ser oficializada em 2020, os Estados Unidos ainda vão estar representados nesta COP. E a expectativa é de que o governo americano anuncie um novo plano defendendo o uso de carvão e gás natural, sob o argumento de que é possível tornar a indústria dos combustíveis fósseis mais limpa. O que deve provocar novas críticas ao presidente americano.

Protestos já começaram

No último sábado, 4, Donald Trump já foi alvo de protestos em Bonn, quando milhares de ativistas saíram às ruas para pedir o fim do uso de combustíveis fósseis, especialmente do carvão. Os protestos visavam também o governo alemão. Apesar de ser um exemplo na luta contra o aquecimento global, e de investir pesado em energias renováveis, a Alemanha vem sendo criticada por não abandonar o uso do carvão – um dos vilões do efeito estufa.

O Brasil também deve sofrer críticas por parte dos ambientalistas, depois do aumento das emissões no último ano, registrado pelo Observatório do Clima. Num ano marcado por catástrofes naturais, como enchentes, incêndios, furacões e secas, ativistas de organizações de defesa do meio ambiente da rede Climate Action Network denunciam que os países que menos têm culpa pelo aquecimento global são os que vêm pagando o preço mais alto, e estão mais vulneráveis às mudanças climáticas.

Entre eles, o Estado de Fiji, que assume a presidência da COP este ano. Formado por mais de 300 ilhas no Pacífico, o país está ameaçado pela elevação do nível do mar. Às vésperas da Conferência, o primeiro-ministro de Fiji, Frank Bainimarama, fez um apelo, lembrando que as consequências do aquecimento global já podem ser sentidas em várias partes do planeta, e que é preciso agir com urgência. A expectativa é de que Bonn avance na discussão dos mecanismos para implementar essas mudanças.

A cidade está sediando a conferência porque Fiji não seria capaz de acomodar um evento desse porte. A ministra alemã do Meio Ambiente, Barbara Hendrix, se comprometeu a lutar nesta COP para que os países consigam avançar nas negociações, definindo metas concretas para viabilizar o Acordo de Paris.

Pelo Acordo, os países signatários se comprometem a reduzir as suas emissões de gases do efeito estufa com o objetivo de manter a temperatura média global abaixo de 2º Celsius, até 2030.

Sociedade Civil

Representantes da sociedade civil, como empresários e Organizações Não-Governamentais, vão aproveitar para dar visibilidade as suas propostas e projetos em Bonn. Entre eles, a ONG Global Call for Climate Action (GCCA), que participa de uma campanha internacional de mobilização do setor de saúde na luta contra a poluição do ar em 10 grandes cidades, incluindo São Paulo. Vale lembrar que a queima de combustíveis fósseis pelo automóveis está entre as principais causas das emissões de dióxido de carbono.

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