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Incêndios na Espanha ameaçam uma das regiões mais verdes da Europa

A onda de incêndios que castiga a Espanha desde o início do verão Europeu já alcançou uma triste marca. Uma pesquisa divulgada nesta semana aponta que 2017 já registra o segundo maior número de solo queimado dos últimos dez anos, e é o pior dos últimos cinco. As queimadas devastaram o solo da região noroeste do país, perto de Portugal, e, na avaliação de especialistas, pode ter como causa o aquecimento global.

Luisa Belchior, correspondente para RFI Brasil em Madri

O levantamento foi feito pelo Ministério de Agricultura e Pesca, Alimentação e Meio Ambiente. Ele aponta que neste ano 175 mil hectares foram queimados na Espanha, o que representa quase 1% de todo o território espanhol.

A maior parte dos incêndios aconteceu no noroeste do país, nas regiões da Galícia e Astúrias, conhecidas por seus solos extremamente produtivos. De acordo com dados do Corpo de Bombeiros e da Fundação Mapfre – ONG voltada ao bem-estar social - o número de mortos pelas chamas é recorde. Foram 175 pessoas, segundo o levantamento, um número 22% maior que em 2016.

A maior parte dos incêndios aconteceu em áreas rurais, sendo a Galícia a mais afetada com 73% de seu solo queimado. Essa região, que faz fronteira com Portugal, fica no noroeste do país e é cercada por bosques e áreas verdes. As chamas atingiram grandes cidades da região, como Vigo e Pontevedra. No total, 35 mil hectares foram queimados.

As autoridades espanholas estão em alerta máximo, pois a onda de incêndios deste ano aconteceu depois do verão, época do ano onde mais se registram esse tipo de ocorrência. Em apenas uma semana, o montante de terra queimada foi mais que o dobro registrado desde o início do ano.

Motivação criminosa

Na região da Galícia, moradores e a imprensa local levantaram uma série de hipóteses sobre a origem dos incêndios. Uma delas é que um grupo de bombeiros demitidos por um corte de verbas do governo local provocou o fogo para provar que o contingente era necessário. Outros apontam para conflitos políticos, e há até versões que dizem que as chamas se iniciaram por pessoas que simplesmente têm prazer em atear fogo em bosques.

Por enquanto, o fato é que a Espanha registra uma seca também histórica, sobretudo na Galícia, onde costuma chover bastante. Neste verão, no entanto, os termômetros atingiram temperaturas de até 40ºC, algo muito atípico para a região. Com isso, qualquer início de fogo, intencional ou não, ganhou fôlego. Outro possível fator é atribuído às plantações de eucalipto, uma espécie não nativa e cuja composição química tem o poder de aumentar ainda mais as chamas. Esse tipo de vegetação foi um dos responsáveis pelos incêndios que devastaram a região central de Portugal, no início deste ano.

Situação de emergência

Por enquanto, a União Europeia (UE) ativou um mecanismo de ajuda automática para regiões em situação de emergência causada por incêndios. Mas a UE deixa que os próprios países adotem mecanismos de prevenção.

Na Galícia, as queimadas geraram uma intensa discussão sobre aumento de verbas para prevenção de incêndios florestais e também para bombeiros. A região é a mais verde da Espanha e uma das que concentra mais árvores de toda a Europa. Ou seja, um pulmão que o continente não pode abrir mão.

 

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