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OMS alerta: vírus da Aids bateu recorde de contaminação em 2016

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França lança campanha para que a população faça o teste do HIV. @google

O vírus da Aids se propaga na Europa num ritmo inquietante. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), um número recorde de casos foi registrado em 2016.


No ano passado, 160 mil pessoas contraíram o vírus da Aids (HIV) nos 53 países da Zona Europa da Organização Mundial de Saúde, tendo 80% das contaminações ocorrido na Europa do leste, segundo um relatório da OMS publicado nesta terça-feira (28).

“É o maior número de casos registrados num só ano”, diz a diretora para a Europa da Organização Mundial de Saúde, Zsuzsanna Jakab. "Se essa tendência persistir, nós não cumpriremos a nossa meta de erradicar a epidemia do HIV até 2030”.

Cerca de 37 milhões de pessoas no mundo são portadoras do vírus da Aids, a maioria delas em países em desenvolvimento, principalmente na África.

Situação na França

Dezenas de milhares de pessoas na França ignoram que são portadoras do HIV. Por isso, o ministério da Saúde acaba de lançar uma nova campanha em favor dos testes para a detecção do vírus, a ser lançada no dia primeiro de dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

A campanha, promovida pelo ministério e pela agência sanitária Santé Publique France, pretende divulgar os vários modelos de testes disponíveis com a ajuda de quatro cartazes, que mencionam sempre o website de informações Sida-info-service.

Todos os anos na França, 6 mil pessoas são diagnosticadas como portadoras do vírus da Aids, sendo que 27% delas já estão no estágio avançado da infecção.

Além disso, segundo a Santé Publique France, estima-se que 25 mil pessoas não saibam que são soropositivos para o vírus HIV. Desses, 40% seriam homossexuais, 40% imigrantes heterossexuais dos dois sexos, principalmente oriundos da África subsaariana, e 20% de heterossexuais dos dois sexos nascidos na França.

“Essas pessoas não se beneficiam dos tratamentos disponíveis e podem estar causando novas contaminações sem o saber”, informou a agência sanitária.

“Quanto mais cedo se detecta o seu estado sorológico, maior será o benefício para o paciente”, explica o doutor François Bourdillon, diretor-geral da Santé Publique France.

(Com agência AFP)