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Alemanha Angela Merkel Partido Social-Democrata Crise política

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Alemanha sem governo: social-democratas acenam com possibilidade de coalizão

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Três meses depois das eleições, Merkel ainda não conseguiu formar governo. REUTERS/Axel Schmidt

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o líder do Partido Social-Democrata (SPD), Martin Schulz, se reunirão na quarta-feira para abordar uma possível aliança governamental e tirar a Alemanha da sua atual crise política, anunciou nesta sexta-feira (8) uma dirigente do partido de centro esquerda.


Os delegados do SPD, reunidos em congresso na quinta-feira, deram aval à abertura de negociações com os conservadores de Merkel.

Além de Merkel e Schulz, Horst Seehofer, dirigente do partido conservador bávaro CSU, aliado de Merkel, também participará do encontro cujo resultado ainda é incerto.

"Tivemos umas primeiras conversas", informou a líder do grupo parlamentar do SPD, Andrea Nahles, à rádio Deutschlandfunk. "Ainda estamos em uma fase exploratória, ainda não estamos realmente negociando", insistiu.

Alemanha sem governo

Cerca de três meses depois das eleições legislativas, Merkel continua em busca de um aliado para formar seu quarto governo.

O fracasso no mês passado das negociações entre os conservadores, os liberais e os Verdes obrigou o SPD, que queria permanecer na oposição após seus maus resultados nas eleições de 24 de setembro, a mudar de opinião.

O partido mais antigo da Alemanha hesita entre várias opções, entre elas, a participação num governo dirigido por Merkel ou o apoio sem compromisso a um governo conservador que estará em minoria no Bundestag. Por outro lado, os social-democratas tampouco descartam rejeitar ambas as opções, provocando assim eleições antecipadas.

Extrema-direita avançaria com novas eleições

A possibilidade de uma volta às urnas preocupa tanto os conservadores como o SPD, já que, segundo as pesquisas, as eleições só beneficiariam o partido de extrema-direita Alternativa para Alemanha (AfD).

Essa formação anti-imigração, anti-islã e anti-Merkel conseguiu um resultado histórico de cerca de 13% em setembro, que deu lugar a uma Câmara Baixa muito fragmentada, dificultando a obtenção de uma maioria parlamentar.

(Com agência AFP)