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Extrema-direita volta ao poder na Áustria

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Os líderes do FPO, Heinz-Christian Strache (esq) e do OVP, Sebastian Kurz, anunciaram o acordo para a formção de um governo de colizão na Áustria, nesta sexta-feira (15). REUTERS/Leonhard Foeger

O conservador Sebastian Kurz e o Partido da Liberdade da Áustria (FPO) de extrema-direita anunciaram na sexta-feira (15) um acordo de coalizão. Os detalhes e a ratificação oficial do acordo, que deve indicar Kurz como novo primeiro-ministro do país, serão revelados nesta sábado (16).


O jovem líder conservador, de 31 anos, e seu aliado do FPO, Heinz-Christian Strache, se encontraramm na manhã deste sábado com o presidente austríaco Alexander van dez Bellen, para apresentar o plano de governo. Nesta tarde, o acordo deverá ratificado pelos dois partidos e só depois os integrantes do novo governo serão revelados.

Sebastian Kurz, líder do Partido Popular (OVP), venceu as eleições legislativas de 15 de outubro com uma campanha anti-imigração e anti-Islã. A posse do novo governo austríaco, que comandará o país nos próximos cinco anos, está prevista para segunda-feira. Kurz se tornará o mais jovem chefe de governo europeu. O líder do FPO, Strache, ocupará o cargo de vice-primeiro-ministro.

Acordo de coalizão

Nove dias após a vitória nas legislativas, Kurz iniciou conversas exclusivas como FPO, que ficou em terceiro lugar na eleição. O sucesso dessas negociações estava previsto há algum tempo. Chefe da diplomacia austríaca desde 2013, Kurz se orgulha de ser um dos principais artesãos do fechamento da rota dos Bálcãs aos migrantes, em 2016.

O FPO volta a ocupar gabinetes ministeriais em Viena pela primeira vez, desde o governo de Wolfgang Schüssel entre 2000 e 2005. Na época, o partido era comandado por Jörg Haider. A Áustria voltará a ser o único país da Europa ocidental a ter um partido de extrema-direita no governo.

Na tarde deste sábado, a extrema-direita obteve os ministérios do Interior, da Defesa e das Relações Exteriores, segundo o líder do FPO, Heinz-Cristian Strache.   

Strache servirá como vice-chanceler e também será responsável pelo Serviço Público e Esportes, disse ele numa conferência de imprensa com o Kurz, em Viena. O Interior e as Relações Exteriores até agora sempre escaparam dessa formação.

Sanções europeias

Em 2000, a entrada do FPO no gabinete austríaco provocou sanções europeias, um cenário difícil de se repetir agora diante da ascensão de partidos populistas e anti-imigrantes em toda a Europa.

Nas eleições de 15 de outubro, os conservadores do OVP conseguiram 31,5% dos votos, os social-democratas do atual primeiro-ministro Christian Kern, 26,9%, e o FPO 26%.