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Premiê britânica responde no Parlamento sobre falhas na saúde pública

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A primeira-ministra britânica Theresa May deixa seu escritório em Downing Street, em Londres, nesta quarta-feira, 10 de janeiro de 2018. REUTERS/Peter Nicholls

Theresa May recebeu duras críticas por parte da oposição trabalhista em relação ao estado do serviço de saúde pública no Reino Unido, o NHS, na primeira rodada de questionamentos parlamentares do ano, nesta quarta-feira (10).


"A primeira-ministra deve entender que é a sua política que empurra o NHS para dentro da crise", atacou o líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn, enfatizando a necessidade de financiamento adicional. "Se o NHS se encontra tão bem equipado e bem preparado, por que uma decisão foi tomada na semana passada para cancelar as cirurgias de 55 mil pessoas previstas para o mês de janeiro?", perguntou Corbyn.

Theresa May reconheceu que o sistema de saúde britânico esteve "sob pressão" neste inverno e se desculpou pelos pacientes cujas operações foram canceladas. Mas ela assegurou que o NHS "estava melhor preparado do que nunca" neste inverno e promoveu um "um serviço de saúde pública de qualidade", do qual "devemos estar orgulhosos".

"A realidade é que 2,9 milhões de pessoas a mais realizaram consultas ou emergências e outros 2 milhões de cirurgias a mais estão ocorrendo a cada ano", retrucou a premiê.

Um tema "espinhoso" para a premiê britânica

A falta de pessoal nos serviços médicos britânicos tem sido um tema espinhoso há vários meses. O periódico The Times informou nesta quarta-feira (10) que um hospital havia adiado tratamentos de quimioterapia para pacientes com câncer devido à falta de enfermeiros. De acordo com o Royal College of Nursing, há 40 mil vagas de enfermagem na Inglaterra e o número de estudantes está diminuindo. De acordo com o Conselho de Enfermagem e Obstetrícia, enfermeiros e parteiras tinham 27% a mais chances de desistir da profissão, entre 2016 e 2017.

Nas últimas semanas, muitos profissionais pediram desculpas a pacientes em redes sociais, um médico de emergência no centro da Inglaterra descreveu "condições do terceiro mundo".

O serviço de saúde pública inglesa recomendou na semana passada que todos os hospitais adiem compromissos e cirurgias não urgentes até o final do mês, com exceção das operações dos pacientes com câncer e "procedimentos urgentes".