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Cinema FESTin Cultura

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Primeiro filme produzido pelo Vaticano é destaque em Lisboa no festival FESTin

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O documentário “O menor exército do mundo", de Gianfranco Pannone, é o primeiro filme produzido pelo Vaticano. FESTin/Divulgação

Começa em Lisboa nesta terça-feira (27) a 9ª edição do FESTin, o Festival de cinema itinerante da língua portuguesa. O evento, que se abre também para produções realizadas em idiomas derivados do latim, traz este ano, pela primeira vez em Portugal, um filme produzido pelo Vaticano.


O FESTin já faz parte da agenda cultural de Lisboa. Realizado no belo cinema São Jorge, o festival é conhecido por exibir apenas filmes em língua portuguesa. Brasil e Portugal ainda são os países com maior número de produções em competição na programação. Mas o FESTin se consolidou por também descobrir talentos cinematográficos entre os nove países do bloco.

Entre os longas de ficção na competição oficial, seis são brasileiros (“Açúcar”, de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira, “Mulher do pai”, de Cristiane Oliveira; “Não devore meu coração”, de Felipe Bragança, “Praça Paris”, de Lúcia Murat, e “Redemoinho”, de José Luiz Villamarim, além do filme de abertura, “Como nossos pais”, de Laís Bodanzky), dois são portugueses (“Uma vida sublime”, de Luís Diogo, e “Aparição”, de Fernando Vendrell) e um é co-produção Brasil-Portugal (Vazante, de Daniela Thomas).

Mas o público também poderá apreciar produções de países como São Tomé e Príncipe, com o documentário “Serviçais das memórias à identidade”, sobre os resquícios do envolvimento da ilha no tráfico de escravos, ou ainda filmes vindos de Cabo Verde, Guiné Bissau e Angola, que participam na seleção de curtas em competição.

Mas desta vez, o evento não se resumo aos nove países de língua portuguesa, como faz habitualmente, e abre suas portas para produções vindas de outros países onde são faladas línguas derivadas do latim. “Quisemos alargar as fronteiras do FESTin”, comenta explica Adriana Niemeyer, diretora artística e uma das idealizadoras do festival, que convidou diretores de Cuba, Espanha, França e Romênia. Segundo ela, a matriz latina compartilhada por essas nações é um dos elementos que as une.

Nessa perspectiva de abertura, a programação traz, pela primeira vez em Portugal, um filme produzido pelo Vaticano. O documentário “O menor exército do mundo", de Gianfranco Pannone, conta a história de um jovem que integra a Guarda Suíça que protege o pequeno estado. “Vamos ter a presença de Dario Edoardo Viganò, prefeito da Santa Sé para a comunicação, que vem nos falar sobre as mudanças do Vaticano em sua maneira de comunicar, principalmente com o início do pontificado do papa Francisco”, conta a diretora artística do festival.

O FESTin vai até 6 de março.