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Merkel completa novo governo com concessões importantes aos social-democratas

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O social-democrata Andrea Nahles (SPD) apresenta os novos ministros do governo de Angela Merkel em Berlim, em 8 de março de 2018. REUTERS/Hannibal Hanschke

Os social-democratas alemães anunciaram oficialmente nesta sexta-feira (9) os nomes de seus ministros no novo governo de Angela Merkel, com Olaf Scholz na pasta das Finanças, a poucos dias da eleição oficial da chanceler para um quarto mandato.


A chanceler alemã se viu obrigada a fazer importantes concessões ao Partido Social-Democrata (SPD) na distribuição dos ministérios, única maneira de conseguir uma repetição da aliança após seis meses de incerteza. A situação foi provocada pelas eleições de 24 de setembro de 2017, quando os conservadores de Merkel registraram o pior resultado desde 1949. O SPD comandará seis ministérios, com três homens e três mulheres.

A designação de Olaf Scholz para o ministério das Finanças, no lugar do conservador Wolfgang Schäuble, foi confirmada oficialmente pelo SPD nesta sexta-feira. Prefeito de Hamburgo, Scholz, de 59 anos, também ocupará o importante cargo de vice-chanceler.

Fidelidade à política orçamentária

Analistas acreditam que Scholz, um social-democrata moderado, permanecerá fiel à rigorosa política orçamentária adotada por seu antecessor durante 10 anos. A designação de Heiko Maas, 51 anos, como ministro das Relações Exteriores, foi divulgada na quinta-feira (8). Até então ele era ministro da Justiça.

A futura presidente do SPD, Andrea Nahles, comemorou a nomeação de Maas - ativista contra o racismo e triatleta - por considerar que ele é a pessoa ideal para o cargo, no momento em que a Alemanha é solicitada com frequência como mediadora no mundo contemporâneo. A atual ministra da Família Katarina Barley, de 49 anos, vai para a pasta da Justiça, enquanto o ex-secretário-geral do SPD, Hubertus Heil, de 45 anos, volta ao ministério do Trabalho e Assuntos Sociais.

"É uma boa equipe, com pessoas de alto nível de experiência", afirmou Olaf Scholz. Os outros ministros, que também já foram anunciados, pertencem ao Partido Democrata Cristão (CDU) da chanceler e de seu aliado, o partido regional bávaro CSU.

(Com informações da AFP)