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União Europeia Tráfico de seres humanos Crise migratória

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UE rastreia mais de 65 mil traficantes de pessoas

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UE rastreia mais de 65.000 traficantes de pessoas. Foto de imigrantes chegando no porto de Messina em 01/02/16 GIOVANNI ISOLINO / AFP

Os funcionários das forças de segurança europeias rastreiam atualmente pelo menos 65 mil traficantes de migrantes. Segundo a Europol, a agência policial da União Europeia (UE), esse número é o dobro do registrado no auge da crise migratória, há três anos.


Apesar da queda do número de pessoas que conseguiram atravessar o Mediterrâneo desde 2015, quando foi registrada a mais grave crise migratória desde a Segunda Guerra Mundial, o tráfico de pessoas é um dos crimes organizados que crescem mais rapidamente na Europa.

Muitos dos novos suspeitos também foram identificados, segundo a Europol, graças ao rastreamento dos investigadores de vários países europeus. “No fim do ano passado havia 65 mil traficantes em nossas bases de dados", disse Robert Crepinko, diretor do Centro Europeu de Tráfico de Migrantes da Europol.

Identidade dos traficantes

Em setembro de 2015, a Europol tinha 30 mil supostos traficantes de pessoas registrados. O número subiu para 55 mil no fim de 2016 e alcançou 65 mil no final de 2017.

Entre os traficantes identificados, 63% têm nacionalidades de países europeus, sendo 45% procedentes de países dos Bálcãs. Outros 14% são do Oriente Médio, 13% da África, 9% do leste da Ásia e 1% das Américas, segundo a Europol.

Negócio bilionário

O tráfico de pessoas ainda é um negócio que gera bilhões de euros, apesar da redução de chegadas de migrantes no ano passado, após os acordos que a UE assinou com Líbia e Turquia, principais portas de entrada para o continente europeu. Atualmente, a Líbia é o principal trampolim para a Europa.