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Air France Greve Lufthansa Tráfego aéreo

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Greves afetam tráfego aéreo europeu

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Sexto dia de paralisação para os funcionários da Air France, que solicitam um amumento de salário de 6%. REUTERS/Regis Duvignau

O tráfego aéreo na Europa está perturbado nesta terça-feira (10) devido a dois movimentos sociais distintos na França e na Alemanha que paralisam vários aeroportos e atingem os gigantes da aviação de ambos os países, a Air France e a Lufthansa. Voos da França para o Brasil foram cancelados.


A greve nos aeroportos do país é parte do movimento para exigir aumento salarial aos funcionários públicos. Na França, os voos também estavam prejudicados pelo cancelamento de 25% dos voos da Air France por uma greve que começou em fevereiro. De acordo com a direção da empresa, os sete dias de paralisação provocaram perdas de 170 milhões de euros.

Na Alemanha, as paralisações nos aeroportos de Frankfurt - o maior do país - Munique, Colônia e Bremen forçaram a Lufthansa a cancelar mais de 800 voos, ou uma em cada duas aeronaves, afetando cerca de 90.000 passageiros.    

Outros aeroportos, como os de Leipzig, Hannover e Hamburgo, foram atingidos pela paralisação. A Eurowings, subsidiária da gigante alemã de aviação, também está afetada.    

Esta é uma greve de advertência pontual de aeroportuários para influenciar as negociações salariais no funcionalismo público, que devem ser retomadas em meados de abril. Essa tática de negociações é tradicional na Alemanha e, em algumas cidades, os transportes públicos, os jardins de infância e a coleta de lixo também serão afetados pelo menos até 15 de abril.    

Os viajantes foram avisados na segunda-feira (9) do cancelamento dos voos e da falta de uma solução de retorno, de modo que na manhã de terça-feira o aeroporto de Frankfurt não foi mergulhado no caos.    

Na França, aviões e trens paralisados

Partindo da França, o tráfego aéreo está afetado pelo cancelamento de 25% dos voos da gigante aérea Air France, o sexto episódio de uma greve por salários iniciada em fevereiro.   

O grupo prevê a manutenção de apenas 65% dos seus voos de longa distância, enquanto 73% dos voos de média distância de e para o aeroporto de Paris Roissy-Charles de Gaulle deverão poder voar, bem como 80% dos voos de curta distância de Orly.    

A Air France estimou suas perdas em 170 milhões de euros por causa dos sete dias de greves que afetaram a empresa desde 22 de fevereiro.

Onze sindicatos convocaram para estas terça e quarta-feiras (10 e 11 de abril) para mais dois dias de greves para exigir um aumento geral de 6%.    

A administração da empresa responde que o ímpeto de crescimento não é forte o suficiente para conceder tais reajustes, estimados em 240 milhões de euros por ano.    

O conflito social na Air France coincide com o que paralisa o transporte ferroviário francês em intervalos regulares durante uma semana, numa tentativa de forçar o governo a abandonar a reforma da empresa pública SNCF e o status dos trabalhadores ferroviários. Mais paralisações estão previstas para os próximos meses.

(Com informações da AFP)