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Filha de espião duplo se recupera em local secreto e ignora oferta de ajuda da Rússia

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Foto de Yulia Skripal, envenenada junto com o pai, ex-espião duplo russo. Yulia Skripal/Facebook via REUTERS

Yulia Skripal, gravemente ferida junto com seu pai, um ex-espião russo, em um atentado com gás neurotóxico na Inglaterra, rejeitou a ajuda consular russa, declarou nesta quarta-feira (11) um porta-voz do ministério das Relações Exteriores britânico.


"Já informamos a Yulia a oferta de ajuda consular da embaixada da Rússia", afirmou o porta-voz. "Ela é livre para decidir se aceita. Até o momento, entendemos que não o fez", acrescentou.

Skripal deixou esta semana o hospital onde foi internada em 4 de março e, de acordo com a BBC foi transferida para um lugar seguro, depois que Londres acusou a Rússia de estar por trás do atentado contra seu ex-agente.

De acordo com as mesmas informações, seu pai Serguei Skripal se juntará a ela quando receber alta.

Moscou denuncia retenção das vítimas

A Rússia negou estar por trás do ataque e levantou a suspeita de que os Skripal estariam sendo mantidos pelas autoridades britânicas.

"A realocação secreta de Serguei e Yulia Skripal, vetados de qualquer contato com sua família, será percebida como um sequestro ou isolamento impostos", disse a embaixada russa em Londres.

Yulia Skripal visitava seu pai na cidade inglesa de Salisbury (sudoeste) quando o ataque aconteceu.

Serguei Skripal foi coronel dos serviços secretos militares russos e foi condenado na década de 1990 por traição, por vender segredos ao Reino Unido. Em 2010, beneficiou-se de uma troca de espiões e se estabeleceu em Salisbury.