rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
Linha Direta
rss itunes

Merkel faz última tentativa de convencer Trump a evitar guerra comercial

Por Letícia Fonseca

A chanceler alemã, Angela Merkel, está em Washington nesta sexta-feira (27) para se reunir com o presidente americano, Donald Trump. A visita de Merkel está sendo considerada a última tentativa europeia para convencer Trump a preservar a União Europeia (UE) das sanções comerciais às importações de aço e alumínio. Porém, ela tem poucas ilusões de mudanças na posição do governo Trump.

Da correspondente em Bruxelas

O presidente francês, Emmanuel Macron, acabou de se encontrar com Trump e não conseguiu nenhum avanço na questão. Enquanto Macron foi tratado como convidado de honra durante três dias, a reunião entre Merkel e Trump deve durar menos de meia hora, seguida de um almoço de trabalho. Não é segredo revelar a antipatia mútua entre os dois líderes.

Além da pauta econômica, a chanceler alemã deve ainda tentar convencer Trump de encontrar uma solução alternativa para que o acordo nuclear com o Irã seja preservado.

A partir de 1º de maio, o governo americano pretende implementar tarifas alfandegárias de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio importado. O projeto é uma das promessas de campanha do republicano, que busca basicamente proteger indústrias vitais dos Estados Unidos (EUA).

O crescimento da produção de aço e alumínio em outros países, especialmente na China, tem derrubado os preços e afetado os produtores americanos. Para o Departamento de Comércio dos EUA, esta situação representa uma ameaça à segurança nacional. Trump costuma dizer que o que foi permitido durante décadas de políticas comerciais “é uma desgraça”.

O anúncio sobre as sanções comerciais feito pela administração Trump, no início de março, caiu como uma bomba para a União Europeia, China, Brasil, Canadá, Argentina, México, Austrália e Coreia do Sul, os principais exportadores deste produtos para os EUA.

Retaliação à vista

A Europa será a mais afetada pelas barreiras. Mesmo assim, Bruxelas não está disposta a fazer concessões. Na semana passada, a União Europeia decidiu recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC). O bloco solicitou a abertura de consultas sobre as medidas protecionistas do governo americano. No final de março, Trump autorizou a suspensão das tarifas até dia 1º de maio. Bruxelas quer uma isenção permanente. A União Europeia inclusive pediu aval da OMC para aplicar medidas retaliatórias e impor tarifas em produtos americanos icônicos, incluindo marcas de uísque e motocicletas da Harley Davidson, caso os EUA implementem as sanções.

A Europa vende em média 5,5 milhões de toneladas de aço aos EUA e uma barreira poderia custar US$ 2,5 bilhões por ano ao país. Donald Trump insiste em afirmar que se a UE não retirar “as barreiras horríveis e tarifas aos produtos dos EUA, nós taxaremos os carros europeus”. Tudo indica que Washington e Bruxelas estão a um passo de uma guerra comercial.
 
Os EUA querem concessões da indústria automobística para não impor as tarifas ao aço e alumínio. Às vésperas da visita de Merkel à Washington, um assessor da Casa Branca ressaltou que “é muito importante que alguns de nossos amigos façam algumas concessões a respeito de práticas comerciais, tarifas e impostos. Por exemplo, um tratamento igualitário para os automóveis na União Europeia”. No entanto, Bruxelas voltou a afirmar que não fará concessões comerciais para conseguir uma isenção.

Caso as tarifas ao aço e alumínio sejam impostas, o bloco estaria pronto para responder em menos de 90 dias com suas próprias tarifas e salvaguardas, além do recurso na OMC. O que mostra que a possibilidade de um acordo entre europeus e americanos parece remota.

Manifestação na Argentina pede fim da imunidade parlamentar de Cristina Kirchner

Após violências em Roraima, Brasil reforça segurança na fronteira com a Venezuela

Proibição do véu islâmico integral gera onda de protestos na Dinamarca

Destino preferido dos brasileiros na Europa, Portugal vive bolha imobiliária

Evo Morales inaugura nova sede de governo criticada pelo custo milionário

Itália: estudo mostra que população tem ideias equivocadas sobre imigrantes

Incêndios na Suécia atingem área equivalente a 35.700 campos de futebol