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Polícia britânica reforça segurança de ex-espiões russos no país

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Inspetores da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) no local onde o ex-espião russo Sergei Skripal, foi envenenado. Salisbury, Inglaterra, em 21 de março de 2018. REUTERS/Peter Nicholls

A polícia britânica continua sem pistas do suspeito que envenenou o ex-espião russo Serguei Skripal na Grã- Bretanha, no dia 4 de março. A informação foi divulgada nesta terça-feira (1) pelo conselheiro da segurança nacional do governo britânico, Mark Sedwill, que também declarou que reforçou a vigilância em torno de outros espiões russos, que poderiam ser alvos de represálias.


Durante uma audição na comissão de Defesa do Parlamento britânico, Sedwill declarou que a polícia também abriu um inquérito para averiguar a morte do empresário russo Nikolaï Glouchkov, encontrado morto na sua casa, em Londres, poucos dias depois do envenenamento de Sergueï Skripal.

Os serviços de segurança britânicos ainda estão investigando outras 14 mortes ocorridas nos últimos anos na Grã Bretanha, que podem ter envolvimento da Rússia.

Sergueï Skripal e sua filha, Ioulia, foram encontrados no dia 4 de março, inconscientes, em um banco público em Salisbury, no sul da Inglaterra. A polícia descobriu que uma substância tóxica de fabricação soviética, o Novitchok, foi espirrada na frente da casa do ex-espião russo radicado na Grã-Bretanha.

Crise entre Rússia e ocidentais

O governo britânico acusou a Rússia, que negou qualquer envolvimento no envenenamento de Skripal. O caso gerou uma das maiores crises entre os países ocidentais e o governo russo desde a guerra fria, com a expulsão de diversos diplomatas da Europa, EUA e Canadá.