rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês

Carles Puigdemont Catalunha Presidência

Publicado em • Modificado em

Puigdemont renuncia à disputa pela presidência da Catalunha e indica novato como substituto

media
Carles Puigdemont, em seu canal no YouTube, anuncia sua desistência em Berlim Handout / YOUTUBE / AFP

O líder separatista da Catalunha Carles Puigdemont anunciou nesta quinta-feira (10), na Alemanha, que desistiu de ser candidato à presidência da região e nomeou um recém-chegado na política, Quim Torra, à sua sucessão.


O deputado catalão Quim Torra foi o escolhido por Puigdemont como candidato à presidência da Catalunha. No anúncio, feito em um vídeo gravado na Alemanha, Puigdemont nomeia um sucessor de 55 anos, com pouca experiência na política, mas muito envolvido no movimento separatista.

Puigdemont havia sido proposto como candidato à presidência por seu grupo parlamentar, o Juntos pela Catalunha, no último sábado (5). A candidatura, entretanto, foi bloqueada pelo chefe do executivo central, Mariano Rajoy.

Os defensores da separação da Catalunha obtiveram maioria absoluta do Parlamento catalão nas eleições de dezembro, mas suas tentativas de empossar um presidente foram bloqueadas pela Justiça. Em janeiro, o Tribunal Constitucional proibiu Puigdemont de ser eleito à distância da Bélgica, onde havia se refugiado após a tentativa frustrada de secessão.

Quebra-cabeças político

Os dois integrantes do Juntos pela Catalunha nomeados posteriormente, Jordi Sánchez e Jordi Turull, não receberam permissão judicial para deixar a penitenciária onde cumprem prisão preventiva por crimes de rebelião.

"Ficou claro diante do mundo a intolerância e a falta de respeito do Estado com a vontade dos cidadãos da Catalunha", disse Puigdemont em seu discurso, no qual incentivou o próximo executivo regional a construir um país independente.

Se todas as previsões estiverem certas, não há dúvidas quanto à eleição de Quim Torra e sua posse deve ser celebrada no começo da semana que vem. O candidato conta a princípio com maioria para ser eleito graças ao apoio do Juntos pela Catalunha e o outro grande partido independentista, o Esquerda Republicana.