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Catalunha Independentistas Quim Torra

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Separatista Quim Torra toma posse como presidente da Catalunha

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O Parlamento da Catalunha investiu nesta segunda-feira como presidente da região Quim Torra, candidato apresentando pelo destituído Carles Puigdemont. REUTERS/Albert Gea

O Parlamento da Catalunha investiu Quim Torra como presidente da região nesta segunda-feira (14). A posse do candidato, eleito com apenas um voto de vantagem, tem como objetivo encerrar seis meses de impasse político.


Este editor de 55 anos, membro da ala radical do independentismo catalão, foi eleito com 66 votos a favor, 65 contrários e quatro abstenções. Em um breve discurso após a votação, ele deixou claras as suas intenções: "Viva a Catalunha livre", afirmou.

Nos próximos dias, Torra deverá formar um governo nesta região de 7,5 milhões de habitantes, requisito para o fim da intervenção de Madri na autonomia catalã, decretada após a frustrada declaração de independência de 27 de outubro.  "Vamos apostar no entendimento, mas da mesma maneira que afirmo isto, garanto que a lei e a Constituição espanhola serão cumpridas", completou o novo presidente.

Apesar de defender o diálogo com Madri, Torra, que foi apresentado pelo presidente destituído Carles Puigdemont, está alinhado com a estratégia de seu antecessor, partidário de manter a tensão com o Estado. "Seremos leais ao mandato do referendo de autodeterminação de 1º de outubro: construir um Estado independente em forma de república", afirmou o candidato horas antes do voto.

A eleição nesta segunda-feira foi possível graças à abstenção dos quatro deputados da CUP (Candidatura de Unidade Popular), um pequeno partido independentista de extrema-esquerda, que defende a desobediência e o confronto com Madri. Após consultar suas bases, a legenda anunciou a abstenção para não bloquear "a formação de um novo governo", mas advertiu que fará oposição ativa a qualquer plano de governo "que não avance na construção de medidas republicanas".

Para seduzir a CUP, Torra se comprometeu a recuperar algumas leis suspensas pela justiça espanhola, iniciar a redação de uma Constituição catalã e criar um governo e parlamento paralelos no exílio para estimular a secessão. O novo presidente também disse que vai facilitar o retorno ao poder de Puigdemont, que ele chama de "presidente legítimo". 

Segundo Torra, Puigdemont delegou "provisoriamente" o poder para evitar a convocação de novas eleições após meses de paralisação política.

O ex-presidente destituído, que fugiu para o exterior antes de ser processado por rebelião, está em liberdade sob fiança na Alemanha, e aguarda para saber se será extraditado. 

(Com informações da AFP)