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França congela os bens de suspeitos de promover armas químicas na Síria

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OPAQ, Organização para a Proibição de Armas Químicas, investiga ataques na Síria (23 de abril em Duma, Guta Oriental) REUTERS/ Ali Hashisho

A França congelou os bens de nove empresas e três pessoas suspeitas de alimentar o programa sírio de armas químicas. Os ministros da Economia e das Relações Exteriores anunciaram, juntos, a medida. Nesta sexta-feira (18), Paris foi palco de uma reunião internacional sobre a luta contra ataques desse tipo.


Em nota, os ministros franceses das Relações Exteriores e da Economia anunciaram o bloqueio de bens de nove empresas, domiciliadas em sua maioria na Síria, no Líbano e na China.  Três pessoas, duas de nacionalidade síria e uma de origem libanesa também tiveram suas contas congeladas. A suspeita é de que eles tenham financiado o programa sírio de armas químicas.

As contas ficarão indisponíveis por seis meses a partir de hoje. Entre as empresas estão Al Mahrous Group (Damasco) - com duas filiais em Dubai e Egito -, Sigmatec (Damasco), Technolab (Líbano) e um grupo de comércio com sede em Guangzhu (China). A França já havia tomado uma decisão similar em janeiro a respeito de 25 empresas e diretores de empresas sírias, francesas, libanesas e chinesas.

O último ataque químico em Duma, perto de Damasco, em 7 de abril, deixou pelo menos 40 mortos, de acordo com o serviço de emergência, e provocou bombardeios aéreos dos Estados Unidos, França e Grã-Bretanha contra instalações do regime sírio, que nega qualquer envolvimento.

Após os ataques na Síria, onde se comprovou o uso de cloro e gás sarin, e o envenenamento por neurotoxina de um ex-agente russo na Inglaterra, 33 países decidiram se reunir em Paris para iniciar uma parceria internacional contra a impunidade no uso de armas químicas. O projeto quer criar um mecanismo de investigação para conseguir provar de fato a responsabilidade da Síria, mesmo com a oposição de países como a Rússia e o Irã, aliados do regime de Bachar al-Assad.

Na quarta-feira (16), a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) confirmou que houve uso de cloro durante um bombardeio à cidade síria de Saraqeb. Uma missão de investigação da OPAQ foi até o local. Outros resultados são aguardados para o caso do ataque de abril em Duma.