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Pedro Sánchez nomeia governo pró-europeu e com maioria feminina na Espanha

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O novo chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, anuncia os membros de seu gabinete em Madri, em 6 de junho de 2018. REUTERS

O socialista espanhol Pedro Sánchez apresentou nesta quarta-feira (6) um novo governo pró-europeu e principalmente feminino, com onze ministras e seis ministros. É a primeira vez na história da democracia espanhola que o país possui um governo formado em sua maioria por mulheres.  


No poder desde sexta-feira (1°), após a queda do conservador Mariano Rajoy, Pedro Sanchez, 46 anos, nomeou ministros com tendências pró-europeias, como o ex-presidente do Parlamento Europeu, Josep Borrell, para a chancelaria espanhola, e a diretora financeira da União Europeia, Nadia Calviño, para a Economia. Ele também nomeou o primeiro astronauta espanhol, Pedro Duque, como ministro das Ciências.

Descrita como "social-liberal" e "politicamente neutra" pelo jornal El Pais, Nadia Calviño já havia trabalhado em posições técnicas no Ministério da Economia espanhol, tanto sob o governo do socialista José Luis Rodriguez Zapatero, como no do conservador José Maria Aznar. Com a nova ministra da Economia, Pedro Sanchez, cujo governo tem pouco apoio parlamentar, quer enviar um sinal de estabilidade.

O chefe do governo já prometeu respeitar os compromissos orçamentários europeus da Espanha, e não tocar no orçamento do Estado, criado pelo antigo governo direitista de Mariano Rajoy. A chegada ao governo de Nadia Calviño Santamaria foi saudada tanto em Bruxelas como nos círculos econômicos. A poderosa CEO do Santander Bank, Ana Botin, vê na sua designação "uma garantia de que a Espanha continuará a aumentar seu peso nas instituições européias".

Além de Calviño,entre as novas ministras nomeadas hoje por Sánchez estão Carmen Calvo, vice-presidente e um dos pilares do Partido Socialista, e Dolores Delgado, promotora encarregada de assuntos jihadistas, promovida a ministra da Justiça.