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Pensando nos cofres públicos, Suíça proíbe sites estrangeiros de jogos e apostas

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Governo espera recuperar parte dos 250 milhões de francos suíços (quase R$ 1 bilhão) que os suiços gastam em jogos online propostos por sites estrangeiro. REUTERS/Ruben Sprich/Illustration/File Photo/File Photo

Os suíços aprovaram neste domingo (10) por referendo uma lei que proíbe o acesso a sites de apostas e loterias no exterior. A partir de agora, estarão autorizados apenas as páginas registradas na Suíça.


De acordo com o instituto de pesquisas gfs.bern, citado pela televisão pública RTS, 72% dos eleitores votaram 'sim' a favor desta lei, que favorecerá os cassinos e loterias da Suíça.Uma coalizão liderada por organizações de jovens de vários partidos reuniu as 50.000 assinaturas necessárias para que o texto fosse submetido a um referendo.

Seus adversários consideram que esta lei usa "métodos de um Estado autoritário" e a acusam de "censurar a internet". O texto "cria um precedente muito perigoso", disse Luzian Franzini, co-presidente da Juventude Verde da Suíça e responsável pela campanha do não.

O governo suíço recomendou, por sua vez, que os eleitores votassem a favor da lei, que já foi aprovada pelo parlamento, garantindo que permitirá adaptar a legislação atual à era digital e combater o vício em jogos.

A medida é oficialmente destinada a combater o vício, mas trata-se na realidade de uma maneira de alimentar os cofres do Estado. Atualmente a população do país gasta 250 milhões de francos suíços (quase R$ 1 bilhão) em jogos online propostos por sites estrangeiros e as autoridades esperam que parte desse valor possa ficar na Suíça.

A lei, que entrará em vigor no próximo ano, agora taxar todos os jogos autorizados na Suíça, incluindo jogos online, para continuar alimentando um fundo contra dependência, além da previdência social e programas culturais e esportivos.