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Comércio União Europeia Estados Unidos Guerra comercial Importação Barreiras Comerciais

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Retaliação comercial dos europeus aos EUA entrará em vigor dia 22 de junho

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A comissária europeia para o Comércio, Cecilia Malmstrom. REUTERS/Denis Balibouse

A resposta da União Europeia (UE) à introdução de tarifas nos Estados Unidos (EUA) sobre as importações de aço (25%) e alumínio (10%) provenientes do bloco entrará em vigor no dia 22 de junho. A lista de produtos americanos que pagarão taxas adicionais inclui têxteis, carros, motos e produtos agrícolas.


Os europeus decidiram por unanimidade na semana passada impor tarifas sobre o equivalente a € 2,8 bilhões de produtos importados dos Estados Unidos, como jeans, bourbon ou motocicletas, em resposta às sobretaxas americanas ao aço e ao alumínio.

"A decisão unilateral e injustificada dos Estados Unidos" de impor essas tarifas "não nos deixa outra escolha", disse a comissária de Comércio da UE, Cecilia Malmstrom, em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (20). "As regras do comércio internacional (...) não podem ser violadas sem uma reação da nossa parte", afirmou a comissária, acrescentando que se Washington remover suas tarifas, as medidas europeias também seriam suspensas.

A Comissão Europeia imporá impostos adicionais, geralmente em torno de 25%, a uma lista de produtos fabricados nos Estados Unidos submetida à Organização Mundial do Comércio (OMC) em antecipação à decisão dos EUA. A lista inclui produtos agrícolas (arroz, milho e tabaco, entre outros), produtos siderúrgicos, bem como veículos (motos, barcos) ou têxteis. A queixa dos europeus na OMC foi apresentada no dia 1° de junho, quando entraram em vigor as sobretaxas americanas.

As regras da OMC permitem que a UE introduza tarifas correspondentes em valor aos danos causados ​​pela decisão dos EUA sobre suas exportações de aço e alumínio para os Estados Unidos, que totalizaram € 6,4 bilhões em 2017. Mas a UE decidiu exercer inicialmente seus direitos sobre € 2,8 bilhões de produtos americanos, detalha a Comissão.

O reequilíbrio nos € 3,6 bilhões restantes ocorrerá dentro de três anos ou depois de uma possível vitória dos europeus perante a OMC, se isso acontecer mais cedo.