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Alemanha Desemprego Economia

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Alemanha registra índice de desemprego mais baixo desde 1990

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Centro para busca de emprego em Duesseldorf-Mitte PATRIK STOLLARZ / AFP

A Alemanha confirmou no mês de junho sua tendência de queda no desemprego, com um índice de 5,2%. Esse é o nível mais baixo já registrado desde a reunificação do país, em 1990.


Segundo dados divulgados pela Agência alemã do emprego (Arbeitsagentur) nesta sexta-feira (29), no final de junho o país registrava 2,27 milhões de desempregados, 15 mil a menos que no mês anterior (2,31 milhões). O índice confirma as previsões das autoridades locais.

“O mercado do trabalho continua evoluindo de forma favorável. O desemprego e os subempregos diminuíram novamente. O emprego declarado, submetido às contribuições sociais, aumentou, e a busca de mão-de-obra continua crescendo”, explicou Detlef Scheele, que dirige a Arbeitsagentur. No entanto, ele ressaltou que essa dinâmica teria diminuído nos últimos tempos.

Mesmo assim, analistas estimam que o índice de desemprego na Alemanha será inferior a 5% no ano que vem. Esses números confirmam a posição de liderança do país na União Europeia, com estatísticas alavancadas pelo crescimento econômico alemão, cujas previsões foram elevadas a 2,2% para 2018.

Apesar de baixo nível de desemprego, há muita precariedade

Entretanto, alguns economistas relativizam os números do desemprego na Alemanha, lembrando que eles esconderiam uma realidade mais complexa. Afinal, o país também é conhecido por um mercado do trabalho flexibilizado, que favorece a criação de empregos precários, como os “minijobs”. O dispositivo propõe salários limitados a menos de € 10 euros por hora e permite que os patrões contratem seus funcionários para trabalhar apenas algumas horas por dia. Resultado: quem tem um minijob dificilmente ganha mais de €450 euros por mês. E, nesse caso, muitos acumulam dois, ou até três empregos para poder sobreviver.

Além disso, o salário mínimo de € 8,5 por hora, em vigor desde 2015 na Alemanha, não inclui os 3,6 milhões de trabalhadores independentes, nem vários setores que também não são sujeitos ao regime.