rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
A Semana na Imprensa
rss itunes

Le Point revela renascimento da Grécia e luta contra corrupção

Por Adriana Moysés

A revista Le Point dedica sua edição esta semana ao que chama de "renascimento da Grécia". O país, ainda considerado falido há três anos, vai deixar para trás, em agosto, a tutela dos credores (União Europeia e Fundo Monetário Internacional), depois de fazer reformas profundas e com um dirigente de esquerda, Alexis Tsipras.

O líder do partido Syrisa se revelou um pragmático. Ele conseguiu convencer os gregos da necessidade dos piores sacrifícios para permanecer na zona do euro, caso contrário, segundo Tsipras, "os mais modestos teriam perdido tudo".

A Grécia se levanta, mas com feridas abertas. Quinhentos mil jovens – da elite universitária – deixaram o país por falta de perspectivas de futuro. Dos que ficaram, 45% estão desempregados. Os gregos perderam 40% de seu poder de compra, 30% caíram na pobreza e o país teve um aumento de 30% nos suicídios. Afinal, de que renascença fala a manchete da Le Point?

Os sinais de recuperação ainda são incipientes, mas é a ruptura com uma cultura da corrupção, de desorganização crônica do Estado e de excessos da antiga classe política, que nunca pensou nos pobres e na classe média, que faz com que os gregos possam ter esperança nas próximas gerações.

Decisões corajosas

Em entrevista à Le Point, Tsipras afirma que as decisões corajosas às vezes levam tempo para produzir resultados. Questionado se as duras escolhas que fez não tiram sua credibilidade como um homem de esquerda, ele garante que agiu para evitar um "Grexit". "Foi a decisão mais difícil que tomei, ficar na zona do euro, mas a melhor possível para proteger os mais vulneráveis", alega. "Eu me preparei para assumir responsabilidades e não me contentei de ser feliz em uma postura revolucionária", analisa o primeiro-ministro de 43 anos.

A revista Le Point mostra que o turismo continua um dos grandes atrativos da economia grega. Novos talentos despontam nas áreas de novas tecnologias, confecção, joalheria, arquitetura e gastronomia.

Start up contra corrupção

A publicação apresenta o trabalho da greco-italiana Kristina Tremonti, que criou uma start up para combater a corrupção no cotidiano, principalmente no sistema de saúde. Seu site recolhe testemunhos anônimos de gregos que precisavam pagar médicos e enfermeiros para serem atendidos nos hospitais, mesmo em situações de grave risco, como um infarto agudo do miocárdio ou uma hemorragia. Os gregos relatam as propinas obrigatórias para passar um exame de autoescola ou para obter um documento numa repartição pública.

Em seis anos de existência, o site de Kristina Tremonti recebeu 280 mil denúncias e as autoridades puderam agir contra os servidores inescrupulosos. Formada na universidade americana de Yale, ela quer ajudar os gregos a se reconstruir e entrou para o ranking dos 30 jovens europeus de menos de 30 anos que querem mudar a Europa, publicado pela revista Forbes.

Surfar no metrô de Paris diante da Torre Eiffel virou moda entre jovens aventureiros

Papa Francisco trava batalha contra grupo de milionários americanos que bloqueiam reformas na Igreja

Mais ecológico e disposto a rever lei do asilo, “novo Macron” mira eleitores de Le Pen

TV e rádio públicas francesas ampliam tempo de programação para meio ambiente

Amazônia: especialistas franceses debatem princípios de justiça climática

Equipamento "revolucionário" de radioterapia entusiasma oncologistas franceses

Bilionário legendário de Wall Street investe toda a sua fortuna em tecnologias limpas

Bióloga brasileira denuncia tensões ideológicas na universidade após eleição de Trump

Ambição expansionista da China passa pela conquista dos portos mundiais, diz revista Le Point

Morte de Marielle continua pairando na vida política do Brasil, diz revista francesa

Ortopedista russo faz algumas crianças com paralisia cerebral recuperar movimentos na Espanha

Manifesto de 50 médicos, magistrados e políticos pede legalização da maconha na França

Ao atacar universidade, Bolsonaro visa uma juventude que lhe é hostil, diz Safatle

Técnica da seleção francesa de futebol visa troféu e não dá bola para sexismo