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Greve da companhia "low cost" Ryanair vai afetar 100 mil passageiros

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A companhia aérea "low cost" irlandesa Ryanair anunciou nesta quarta-feira o cancelamento de 600 voos na Europa em 25 e 26 de julho, devido a uma greve dos tripulantes prevista na Espanha, em Portugal e na Bélgica. REUTERS/Phil Noble/File Photo

A companhia low-cost Ryanair vai cancelar 12% de seus voos nos dias 25 e 26 de julho, em razão de uma greve da companhia aérea. Cerca de 300 voos serão anulados nos dois dias, o que deve afetar mais de 100 mil passageiros que programaram viagens para a Bélgica, Portugal ou Espanha.


“Essas greves são totalmente injustificadas e só vão atrapalhar as famílias que estão de férias”, diz a direção da companhia aérea em um comunicado. Na última quinta-feira (9), a Ryanair enfrentou sua pior greve. Alguns de seus pilotos irlandeses se recusaram a trabalhar, acarretando o cancelamento de 30 voos. Nesta sexta-feira (20), outros 24 voos serão anulados no segundo dia de paralisação.

Os funcionários da companhia na Europa publicaram, no dia 4 de julho, uma lista de reivindicações. Entre elas, um salário decente,  e a valorização das indenizações em caso de licença-saúde. Outra demanda é que os contratos respeitem as legislações locais, e não a irlandesa.

Sindicatos

Em dezembro, a Ryanair decidiu, pela primeira vez, aceitar a existência de sindicatos na empresa para evitar a greves no final do ano. A companhia aerea publicou nesta quarta-feira (18) no Twitter uma lista de benefícios acordados aos seus funcionários. Entre eles, salários que podem chegar a € 40 mil por ano.

“Na minha opinião, nossos funcionários são bem pagos e suas condições contratuais são boas”, declarou o diretor comercial Kenny Jacobs. “Vamos nos sentar, discutir os problemas e avaliar a situação”, disse. “Mas a companhia deve preservar seu modelo de baixo custo e eficácia.