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Filmes brasileiros participam de mostras paralelas em Locarno

Começa nesta quarta-feira (1°) o 71° Festival Internacional de Cinema de Locarno, na Suíça, que neste ano será marcado pela ausência de filmes brasileiros nas competições internacionais de longas e curta-metragens.

Rui Martins, correspondente da RFI em Locarno

A direção do Festival selecionou o filme “Sedução da Carne”, do diretor Júlio Bressane, para a mostra paralela Sinais de Vida e o “Temporada”, segundo longa de André Novais Oliveira, para a mostra Cineastas do Presente. Para o diretor do festival, Carlos Chatrian, Bressane é um grande mestre e presença do Brasil é marcante na competição.

Locarno, considerado o quarto mais importante dos festivais de cinema, no ranking mundial, logo depois de Cannes, Veneza e Berlim, tem uma especificidade: sempre se caracterizou por incentivar a sétima arte nos países emergentes, revelando novos cineastas. Sua preocupação pelos temas sociais é constante, tendo sido um dos divulgadores do Cinema Novo brasileiro e dos filmes mostrando os contrastes da sociedade brasileira.

Cinema da América Latina

O cinema latino-americano também está representado nesta edição, com dois filmes: um argentino, “A Flor”, de Mariano Llinás, na principal competição internacional, e um colombiano, “Pássaros de Verão”, de Ciro Guerra, que será exibido na Piazza Grande, em um telão de 300 m2.

O filme argentino é digno do livro de recordes Guiness - tem duração de 14 horas e será projetado em trechos de uma hora e meia e duas horas, durante oito dias do Festival. O diretor colombiano Ciro Guerra é conhecido por seu filme “O beijo da Serpente”, de grande sucesso.
 

Também estão previstas participações internacionais. A atriz Meg Ryan receberá um prêmio em Locarno e terá um encontro com o público. Vale lembrar que a presença de celebridades não é o o forte do festival, uma mostra dedicada a filmes de autor. Uma outra novidade deste ano é a criação de um “conselho” formado por jovens universitários, que vão ajudar a equipe a adaptar o Festival às novas linguagens e hábitos criados na era digital.

Mudança de direção

Este também será o último festival do diretor-artístico, Carlo Chatrian, que vai dirigir o rigoroso e exigente Festival de Berlim. Todos os diretores que passaram por Locarno tiveram carreiras brilhantes: Marco Muller deixou Locarno para dirigir Veneza, Roma, Macau e hoje dirige um festival na China; Frederic Maire saiu par dirigir a Cinemateca suíça e o francês Olivier Père agora está no comando da produção cinematográfica do canal de TV franco-alemão Arte.
 

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