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Mulher mais jovem já condenada por terrorismo planejava ataques em Londres

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Safaa Boular, 18 anos, condenada à prisão perpétua por planejar um atentado no Reino Unido. Metropolitan Police/Handout via REUTERS

Um tribunal britânico sentenciou nesta sexta-feira (3) uma jovem jihadista de 18 anos à prisão perpétua. Safaa Boular foi considerada culpada pela Corte Central Criminal de Londres por planejar um atentado em solo britânico, tornando-se a mulher mais nova já condenada por terrorismo no Reino Unido.


A pena foi pronunciada pelo juiz Mark Dennis, do tribunal de Old Bailey, em Londres, e é passível de revisão após 13 anos de prisão.

O crime foi cometido em família. Safaa Boular agiu com a irmã e com a mãe, outro aspecto sem precedentes desse caso: este é o primeiro grupo inteiramente feminino que pretendia lançar um ataque no país.

Em junho, Rizlaine Boular, a irmã de 22 anos, havia sido condenada à prisão perpétua – com possibilidade de revisão da pena após 16 anos de detenção. Já a mãe delas, Mina Dich Boular, de 44 anos, foi sentenciada a seis anos e nove meses de prisão. A pena dela é inferior porque o seu papel no esquema criminoso foi menor.

As irmãs planejavam cometer um atentado no Palácio de Westminster, sede do Parlamento do Reino Unido, ou no Museu Britânico, a atração cultural mais popular da Inglaterra com quase sete milhões de visitantes por ano. Os planos incluíam um ataque com armas de fogo e granadas em horário de grande movimento.

Rizlaine e sua mãe tinham inclusive realizado uma missão de reconhecimento dos famosos marcos do distrito de Westminster, em 25 de abril de 2017, e compraram facas e uma mochila no dia seguinte.

A ideia surgiu depois que a caçula, Safaa, foi seduzida por um extremista do grupo Estado Islâmico (EI) através da Internet quando tinha 16 anos. Após ter sido detida quando tentava viajar para a Síria a fim de encontrar o rapaz, Safaa começou a discutir com a irmã sobre como cometer os atentados. Essas conversas foram interceptadas pelas autoridades policiais.

"As três mulheres estavam cheias de ódio e ideologia tóxica, e estavam determinadas a cometer um ataque. Se tivessem conseguido, poderia ter havido mortes ou ferimentos graves", disse um oficial da polícia de Londres, Dean Haydon, em um comunicado. Esta é a "primeira trama terrorista só feminina no Reino Unido ligada ao Estado Islâmico", disse ele, preocupado com "o aumento do número de jovens e adolescentes envolvidas" nesse tipo de crime.