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Itália Tragédia Ponte

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Funeral solene não agrada parte das famílias de vítimas da tragédia em Gênova

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Equipes de resgate continuam trabalhando na busca de sobreviventes nos destroços da ponte Morandi, em Gênova, na Itália. REUTERS/Stefano Rellandini

Em meio a controvérsias, a Itália se prepara para enterrar as dezenas de mortos da tragédia da queda da ponte em Gênova. As equipes de resgate continuam uma busca incansável pelos desaparecidos que podem se encontrar ainda sob os escombros.


Um funeral solene está programado para o final da manhã de sábado (18) em um salão do centro de exposições de Gênova, com uma missa celebrada pelo arcebispo de Milão. São esperadas as presenças das mais altas autoridades do Estado, incluindo o presidente Sergio Mattarella. Muitas famílias das vítimas, no entanto, não confirmaram ainda presença. Segundo o jornal La Stampa, 17 das 38 famílias das vítimas preferem não estar presentes e sete ainda não haviam tomado uma decisão.

"É o Estado que provocou isso. Eles não deveriam aparecer: o desfile de políticos foi vergonhoso", reage, em uma das colunas do jornal, Nunzia, mãe de um dos quatro jovens italianos de Torre del Greco (comuna de Nápoles) que morreu no caminho de suas férias. "Meu filho não vai se tornar um número no catálogo de mortes causadas por falhas italianas", reagiu por sua vez  Roberto, o pai de outro menino, nas redes sociais. "Nós não queremos uma farsa fúnebre, mas uma cerimônia em casa, em nossa igreja em Torre del Greco", disse ele.

As fotos dos quatro jovens devem, no entanto, estar presentes na cerimônia de Estado, no sábado.

A busca por desaparecidos continua

Os socorristas ainda estão procurando entre 10 e 20 desaparecidos, que provavelmente passaram pela ponte e não deram nenhuma notícia desde a tragédia. O balanço oficial até o momento é de 38 mortos e 15 feridos.

Dez feridos ainda estavam no hospital nesta sexta-feira (17), seis dos quais em estado grave, segundo novo relatório da Prefeitura. O órgão informa que mil pessoas ainda estão trabalhando no local, incluindo quase 350 bombeiros, e dizem ainda que parte dos escombros foi removida do leito do rio Polcevera e também das ferrovias localizadas diretamente sob a ponte desmoronada.