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Devido ao Brexit, Reino Unido perde apoio dos países europeus no caso Skripal

A primeira-ministra britânica Theresa May fez um apelo na quarta-feira (5) para que a União Europeia adote novas sanções contra a Rússia, que o governo britânico acusa de estar por trás do ataque com o neurotóxico novichok contra o ex-espião russo Serguei Skripal, em maio. No entanto, com o país prestes a deixar o bloco europeu, a posição do Reino Unido está enfraquecida. 

Maria Luísa Cavalcanti, correspondente da RFI em Londres

O Reino Unido convocou uma reunião do Conselho de Segurança da ONU nesta quinta-feira (6) para discutir o possível envolvimento da Rússia no ataque com uma substância neurotóxica contra o ex-espião russo Serguei Skripal em solo britânico. A reunião ocorre um dia depois de a polícia britânica divulgar as fotos e os possíveis nomes de dois cidadãos russos suspeitos de terem tentado assassinar o ex-agente, em março, na cidade de Salisbury, na Inglaterra. 

Tanto o Reino Unido como a Rússia são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, e o objetivo dos britânicos na reunião desta quinta-feira é manter uma pressão contra Moscou. O país já sofre sanções desde que invadiu a Ucrânia e anexou a Crimeia em 2014. 

Mas Theresa May quer que os países europeus adotem novas sanções contra a Rússia. Mas com o Brexit previsto para o próximo mês de março, líderes do bloco abrandam seu apoio.

Logo depois do ataque a Skripal, em março, os principais aliados dos britânicos - como os Estados Unidos, a França e a Alemanha -, se uniram para condenar o incidente e disseram não ter motivos para duvidar do envolvimento russo no envenenamento do ex-agente com o neurotóxico novichok. Dezoito países membros da União Europeia chegaram a expulsar representantes russos de seus territórios. 

No entanto, a Alemanha tem um histórico de resistência em confrontar Moscou. Mais recentemente, o presidente francês, Emmanuel Macron, fez declarações defendendo um novo diálogo com a Rússia sobre o caso do envenenamento de Skripal. 

Até o momento, apenas a Austrália se disse abertamente do lado dos britânicos. Portanto, ainda é difícil prever qual será o apoio que o Reino Unido receberá a longo prazo, como desdobramento desse caso.

Evolução das investigações 

A unidade de antiterrorismo da polícia britânica divulgou na quarta-feira uma sequência de vídeos de câmeras de circuito interno de TV do aeroporto de Gatwick e de várias estações de trem e metrô. As primeiras imagens mostram dois homens desembarcando de um vôo vindo de Moscou no último dia 2 de março, se instalando em Londres e, em seguida, fazendo duas viagens à cidade de Salisbury. 

Na segunda gravação, no dia 4 de março, os dois homens são vistos nas proximidades da casa de Sergei Skripal. Horas depois, o ex-agente russo e a filha dele, Yulia, foram encontrados desacordados em uma praça no centro da cidade de Salisbury, vítimas de envenenamento com a substância neurotóxica novichok. 

Os dois russos entraram no Reino Unido com os nomes Alexander Petrov e Ruslan Boshirov. Theresa May, disse que a polícia tem motivos para acreditar que estes nomes sejam falsos e que os homens sejam agentes do serviço de inteligência militar da Rússia, a GRU, onde Skripal também serviu. 

Skripal e a filha sobreviveram depois de meses no hospital, assim como um dos policiais que os socorreu. Mas em junho passado, uma mulher morreu e seu namorado foi hospitalizado depois de terem entrado em contato com a mesma substância química perto de Salisbury.

Reações da Rússia 

O governo do presidente russo, Vladimir Putin, continua negando qualquer envolvimento no ataque. Representantes do governo russo desprezaram as provas apresentadas pela polícia britânica.

A embaixada russa em Londres pediu para que o governo de Theresa May pare de fazer o que chamou de “acusações com fins políticos”, enquanto um dos conselheiros para assuntos externos de Putin, Yuri Ushakov, disse desconhecer os nomes dos dois suspeitos. 

A procuradoria britânica não pode emitir um pedido de extradição dos dois russos porque Moscou não extradita seus cidadãos. Mas os britânicos obtiveram, na quarta-feira, um mandado de prisão europeu contra eles, caso entrem no território da União Europeia.

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