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Extrema-direita volta às ruas na Alemanha após morte de jovem na Saxônia

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Manifestantes da extrema-direita protestam em Koethen, leste da Alemanha, em 9 de setembro de 2018. REUTERS/Hannibal Hanschke

Cerca de 2.500 pessoas se manifestaram na noite deste domingo (9) no leste da Alemanha, após a morte de um jovem em uma briga com dois afegãos, uma mobilização que faz as autoridades temerem uma repetição das violentas manifestações de Chemnitz.


A manifestação em memória da vítima de 22 anos aconteceu na cidade de Köthen, no estado da Saxônia-Anhalt, onde a tragédia ocorreu na noite anterior. Em uma atmosfera tensa, os participantes gritaram "Resistência! Resistência!" para atacar os refugiados requerentes de asilo e a política migratória do governo da chanceler Angela Merkel.

Vários acenavam bandeiras alemãs. Alguns usavam camisetas com o slogan "Resistência Branca". A polícia local estimou o número total de participantes em 2.500.

Parada cardíaca

Uma contramanifestação de 200 pessoas da esquerda radical também foi realizada neste domingo na cidade de 26.000 habitantes, localizada a 150 quilômetros de Berlim. "Além da emoção legítima, é necessário rejeitar qualquer tentativa de fazer de Köthen um segundo Chemnitz", advertiu o chefe do governo regional, Reiner Haseloff.

A vítima, um alemão de 22 anos, morreu de ataque cardíaco, disseram o promotor e a polícia à noite. Os dois afegãos detidos entre as idades de 18 e 20 anos são suspeitos de "agressão intencional grave" e "lesão intencional grave resultando em morte".

Mesmo se, ao mesmo tempo, a acusação especificasse, após a autópsia, que a parada cardíaca não foi diretamente causada pelos ferimentos causados pela disputa. Segundo o diário local Mitteldeutsche Zeitung, a vítima sofria anteriormente de problemas cardiológicos.

As autoridades não deram detalhes sobre as razões da briga entre os dois afegãos e a vítima, que estava acompanhada de uma terceira pessoa.

Neste domingo, muitas pessoas vieram depositar coroas de flores e velas acesas no cenário da tragédia. Temores de violência em cadeia são particularmente altos por parte das autoridades locais, porque o irmão da vítima é um simpatizante neonazista bem conhecido da polícia local.

(Com informações da AFP)