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Suspeitos de terem envenenado ex-espião russo dizem que estavam de férias na Inglaterra

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Os dois "suspeitos" do caso Skripal foram entrevistados pela TV russa. Reuters

Os dois homens acusados por Londres de serem agentes da Inteligência militar russa e de terem envenenado o ex-espião Serguei Skripal e sua filha na Inglaterra asseguraram, nesta quinta-feira (13), que são inocentes e que visitaram Salisbury como turistas.


Com informações do correspondente da RFI em Moscou, Daniel Vallot

Em entrevista ao canal da TV pública RT, da Rússia, os dois suspeitos afirmam serem Ruslan Bochirov e Alexander Petrov, mas alegam serem simples turistas, vítimas de uma coincidência.

Depois de terem seus nomes e fotos divulgados pela Scotland Yard,    o presidente russo, Vladimir Putin, pediu na quarta-feira (12) que os suspeitos se apresentassem, assegurando que eles haviam sido identificados e que eram civis.

Bochirov e Petrov estavam em Salisbury no dia 3 de março deste ano, não para envenenar Skripal, mas para visitar a catedral, disseram.

"Nossos amigos sugeriam há tempos que visitássemos essa cidade fabulosa", explicaram, acrescentando que queriam conhecer "a mundialmente famosa catedral de Salisbury". "Ela é conhecida por sua torre de 123 m e seu relógio, o mais antigo do mundo ainda em funcionamento", asseguraram, acrescentando que não ficaram muito tempo na cidade em razão do mau tempo.

Após a exibição do programa, o governo britânico chamou a entrevista de "insulto à inteligência". Um porta-voz da primeira-ministra britânica, Theresa May, falou em “mentiras e descaradas invenções em uma entrevista concedida a um canal de televisão financiado pelo Estado russo".

Consultores de musculação

Visivelmente desconfortáveis diante da câmera, eles se apresentaram como pequenos empresários, consultores em culturismo e musculação, percorrendo a Europa para fazer turismo e por razões estritamente profissionais.

Os dois suspeitos negaram qualquer elo com o serviço secreto russo e se recusaram a responder outras perguntas, a fim de “proteger os próximos e seus clientes”.

Desde o início, o Reino Unido acusa Moscou de estar por trás do ataque, que gerou uma grave crise diplomática entre o Kremlin e o Ocidente.

Os Skripal sobreviveram ao envenenamento, assim como um policial que prestou socorro aos dois.