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Reino Unido proíbe propaganda de ONG ambiental por veicular “conteúdo político”

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Vídeo mostra efeitos do uso do óleo de palma Reprodução Youtube/Iceland Foods

A proibição de um vídeo mostrando um orangotango sendo expulso de sua floresta por causa do desmatamento ligado ao óleo de dendê provocou polêmica no Reino Unido. Produzida pela empresa alimentícia Iceland Foods e em parceria com o Greenpeace, a propaganda foi vetada por ter sido feita por uma “organização com fins políticos”.


O desenho, de menos de dois minutos, conta a história de uma garota que descobre um orangotango em seu quarto. Sem compreender o porquê da visita, ela tenta expulsá-lo. O bicho explica, então, que ele foi obrigado a partir de sua “casa”, pois ela havia sido desmatada.

“Vocês não vão mais ver nossa propaganda na televisão, porque ela foi proibida”, publicou Iceland nas redes sociais, na última sexta-feira (9). Desde então, a decisão do Clearcast, organismo responsável pela avaliação das publicidades na televisão britânica, gerou vários debates. Uma petição foi criada para pedir que o veto fosse anulado.

“Público deve ser sensibilizado sobre a devastação causada pelo óleo de dendê”

“Nossa publicidade não aparecerá nunca mais na televisão, mas esperamos que os consumidores irão ver o filme nas redes sociais. Ele sensibiliza sobre um problema global importante”, defendeu Iceland.

Desde a proibição, o vídeo foi visto mais de 4.000.000 vezes na internet. “Funcionou muito bem. Pudemos compartilhar nossa mensagem”, comemora Cécile Leuba, responsável pelas campanhas florestais do Greenpeace França. “Hoje, temos florestas na Indonésia e na Malásia que são destruídas para produzir óleo de dendê. Um estádio de futebol inteiro desaparece a cada 25 segundos. É gigantesco. E encontramos o óleo em vários produtos do cotidiano: shampoos, biscoitos, batatas chips, bolos. Queríamos chamar atenção para essa questão”, afirma.