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Presidente do Conselho Europeu diz que UE vai renovar sanções contra a Rússia

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O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk OLIVIER HOSLET / POOL / AFP

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, afirmou nesta sexta-feira (30) ter certeza de que a União Europeia (UE) renovaria em dezembro as sanções econômicas contra a Rússia, após o incidente militar no mar de Azov. Os chefes de Estado e de governo do bloco, que se reunirão nos dias 13 e 14 de dezembro em Bruxelas, vão prolongar por mais um ano as medidas que afetam setores como a defesa, a energia e a economia.


As sanções inicialmente foram impostas em reação ao papel atribuído à Rússia na guerra separatista ucraniana. “A Europa está unida em seu apoio à soberania e à integridade territorial da Ucrânia”, afirmou Tusk.

As forças russas abriram fogo contra três navios ucranianos, acusados de terem invadido ilegalmente o território marítimo da Rússia. O episódio reacendeu as tensões entre os dois países – um conflito cujo ápice foi a anexação em 2014 da Crimeia pelo governo russo. Donald Tusk julgou totalmente inaceitável o uso da força contra a marinha ucraniana.

O presidente russo Vladimir Putin denunciou como "prática cruel" o uso de "sanções unilaterais" e o protecionismo comercial, em declarações à imprensa nesta sexta-feira, pouco antes do início oficial da cúpula do G20 em Buenos Aires. "Não é possível ignorar que a competição desonesta está substituindo cada vez mais um diálogo honesto, baseado no princípio da igualdade entre Estados", declarou Putin.

Ucrânia fechou fronteiras para homens russos

A Ucrânia adotou medidas nesta sexta-feira para limitar o acesso de homens russos ao seu território, ao mesmo tempo em que a crise entre Kiev e Moscou afeta a cúpula do G20. Durante uma reunião sobre segurança, o chefe do serviço fronteiriço ucraniano, Petro Tsiguikal, anunciou que o acesso à Ucrânia passaria a ser "limitado aos estrangeiros, principalmente aos cidadãos da Federação Russa de 16 a 20 anos de idade do sexo masculino".

Esta "limitação", a ser aplicada "salvo em razões humanitárias explicitamente especificadas", segundo o presidente ucraniano Petro Poroshenko, poderá afetar a vida diária de milhares de pessoas que vivem no norte e no leste da Ucrânia, onde há muitas famílias divididas ao longo da fronteira. A porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, condenou os "gestos selvagens do governo ucraniano" e denunciou um Estado "completamente disfuncional".