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Brexit

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Theresa May vence moção de censura do Partido Conservador

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Theresa May fala aos jornalistas em frente ao número 10 de Downing Street nesta quarta-feira, 12 de dezembro, antes da votação da moção de censura contra ela. REUTERS/Peter Nicholls

A primeira-ministra britânica, Theresa May, saiu vitoriosa nesta quarta-feira (12) de uma moção de censura proposta pelos deputados de seu próprio partido e que poderia resultar em sua destituição. May obteve o apoio de 200 conservadores, enquanto 117 votaram contra ela.


A votação começou por volta das 18 horas (horário de Londres) e o resultado foi anunciado às 22 horas, uma hora após o encerramento da sessão.

"O partido confia em Theresa May como líder", disse Graham Brady, presidente do Comitê 1922, responsável pela organização interna dos conservadores.

Mais cedo, a primeira-ministra britânica anunciara sua intenção de deixar as funções que ocupa antes das próximas eleições parlamentares de 2022. Era uma tentativa de conquistar um voto de confiança do Partido Conservador, hostil ao acordo negociado por ela para o Brexit.

"Ela disse que não pretendia liderar (a campanha) pelas eleições de 2022", relatou aos jornalistas o deputado conservador Alec Shelbrooke.

A premiê falou diante do Comitê 1922, responsável pela organização interna dos conservadores, antes da votação em da moção de censura contra ela, desencadeada por 48 deputados conservadores, ou 15% do grupo, número mínimo exigido para esta manobra.

Em uma breve declaração pela manhã, em frente à Downing Street, Theresa May se mostrara combativa, dizendo que lutaria "com toda a força" para ficar no cargo e "terminar o seu trabalho".

Uma sondagem feita pela rede BBC antes da votação apontava que May estaria segura de ter o apoio de metade dos votos, mais um: o necessário para permanecer no cargo.

Nos últimos dias, a primeira-ministra tentou desesperadamente obter garantias dos líderes europeus sobre mudanças no acordo do Brexit que pudessem agradar ao Parlamento Britânico, contrário ao texto. May se reuniu com vários nomes, incluindo a chanceler alemã, Angela Merkel, o Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

No reino Unido, o acordo do Brexit é criticado tanto pelos "Brexiters", que temem uma ligação permanente com a União Europeia, quanto pelos “Europhiles” que ainda esperam poder recuar da decisão.

Com essa vitória no Parlamento, Theresa May não poderá ser desafiada pelos correligionários novamente durante um ano.