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Alemanha quer combater financiamento de mesquitas e lutar contra radicalização

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Fiéis na mesquita de Mevlana, em Berlim, 23 de novembro de 2018 (ilustração) Christoph Soeder / dpa / AFP

O governo alemão pretende combater o financiamento de mesquitas consideradas “radicais” no país, feito pelas monarquias do Golfo. O serviço de segurança se preocupa sobretudo com o risco de radicalização de refugiados que chegaram à Europa a partir de 2015.


Alguns políticos alemães também sugeriram a criação de um imposto religioso para o Islã, como existe para as Igrejas Católicas e Protestantes. Para eles, a ausência do financiamento pelos fiéis que vivem na Alemanha favorece a transferência de grandes quantias do Golfo. Desde 2015, o governo alemão nota a presença de radicais islâmicos nos abrigos de refugiados. Os recém-chegados recebem “propostas” de ajuda, inclusive financeira.

Após um ano de investigações, a polícia segue atualmente os traços de fundações e associações missionárias no Kuwait, no Catar e na Arábia Saudita. Os valores variam entre € 10 e € 100 milhões, segundo as estimativas. Berlim quer começar a controlar esses fluxos financeiros.

De acordo com o jornal Süddeustche Zeitung, as monarquias do Golfo são obrigadas, desde 2018, a declarar ao ministério das Relações Estrangeiras o total transferido às mesquitas alemãs. O Kuwait é o país que mais coopera, segundo o diário.

Refugiados contribuem para movimentar mercado de trabalho

Mais de um milhão de refugiados, em sua maioria sírios, iraquianos e afegãos chegaram à Alemanha em 2015. Três anos depois, 400 mil encontraram um trabalho ou participam de uma formação profissional, de acordo com a Federação dos Patrões, BDA.

No começo de setembro de 2018, 14 mil refugiados estavam inscritos em cursos técnicos, 4.500 a mais do que no ano anterior. Graças aos migrantes, o mercado da aprendizagem tem mais candidatos do que vagas de trabalho pela primeira vez desde 1994, segundo o instituto IW de Colônia.

Os refugiados também colaboram com o mercado de trabalho ao preferirem formações mais técnicas, em geral desprezadas pelos alemães. Os cursos escolhidos pelos migrantes são mais acessíveis, sobretudo porque a matemática é uma linguagem internacional, solucionando a barreira da língua.