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Premiê húngaro diz que “combaterá” Macron para mudar política migratória da UE

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O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, em Budapeste, nesta quinta-feira (10) REUTERS/Bernadett Szabo

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, se comprometeu nesta quinta-feira (10) a “combater” o presidente francês, Emmanuel Macron, que foi chamado de chefe das “forças pró-imigração” na Europa. O líder húngaro também comemorou as novas alianças europeias contra o fluxo de refugiados.


“Não é nada pessoal, mas trata-se de algo ligado a nossos países. Se o que ele quer propor em termos de política migratória realmente acontecer na Europa, será nefasto para a Hungria, e portanto devo enfrentá-lo”, afirmou o chefe de governo húngaro.

Orban também disse esperar que os partidos anti-imigração ganhem a maioria nas próximas eleições do Parlamento europeu, em maio, para poderem modificar a política atual do bloco. As medidas de acolhimento implementadas por Angela Merkel não foram esquecidas pelo premiê, que acusa Berlim de fazer pressão para que a Europa receba cada vez mais migrantes, “desprezando a escolha do povo húngaro”.

A iniciativa da Polônia e da Itália, que querem formar uma aliança para as próximas eleições europeias, foi comemorada por Viktor Orban. A parceria deve servir para “defender os valores europeus diante dos ‘imigracionistas’ e dos mundialistas”.

“A aliança entre Varsóvia e Roma é um dos maiores eventos que poderia marcar esse começo de ano”, disse Orban, apresentando o ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, como um herói, que conseguiu parar o fluxo migratório em seu país.

Aliança entre forças conservadoras se intensifica na Europa

Orban também destacou sua irritação ao ver o Partido Popular Europeu (PPE), do qual faz parte a sigla nacional-conservadora da Hungria, Fidesz, buscar alianças de esquerda, inclusive entre os pró-imigração. “O eixo Roma-Varsóvia deve ser aplicado para trabalhar com todas as forças anti-imigração no seio do PPE”, disse Orban.

Matteo Salvini, que tenta construir um bloco eurocético para as eleições europeias, se encontrou na quarta-feira (9) com o ministro do Interior polonês, Joachim Brudzinski, para debater sobre as políticas migratórias e sobre a segurança nas fronteiras com a União Europeia (UE). “A Europa que se constituirá em junho [após as eleições] nos guiará, ao contrário dessa atual, que é conduzida por burocratas”, declarou Salvini.