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União Europeia Brexit Reino Unido Negociações Theresa May

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Chanceler: sem acordo, Brexit pode não acontecer

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O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Jeremy Hunt, disse que o Brexit pode não acontecer se o acordo de separação da União Europeia for rejeitado no Parlamento. REUTERS/Edgar Su

A hipótese de um adiamento da saída do Reino Unido da União Europeia, prevista para 29 de março, tem se tornado cada vez mais provável, conforme diversos ministros britânicos citados pelo jornal inglês London Evening Standard. O chanceler Jeremy Hunt disse que uma rejeição do acordo para o Brexit pode causar uma paralisia do processo e ninguém sabe o que aconteceria em seguida.


"Me parece bem menos provável que o Parlamento permita uma saída sem acordo", reconheceu o ministro. A Câmara dos Comuns deve votar na terça-feira (15) o projeto de tratado concluído entre o governo de Theresa May e as autoridades da União Europeia, mas uma rejeição do texto parece evidente, de acordo com a publicação.

O governo britânico, porém, se apressou em desmentir o jornal. Uma porta-voz de May declarou que a premiê excluiu a hipótese de adiamento das negociações. “Nós avançamos na questão da legislação necessária para cada cenário e nos asseguramos que, de qualquer forma, as leis necessárias serão adotadas”, disse.

A possibilidade de adiamento do Brexit animou as bolsas em Londres. A libra se valorizou em relação ao dólar e ao euro, na manhã desta sexta-feira (11).

Efeitos na economia

A poucos dias da votação crucial no Parlamento, a principal organização patronal britânica, CBI, elevou a pressão e afirmou que um Brexit sem acordo seria “intratável”, devido aos efeitos negativos à atividade de empresas e da economia. “Não nos iludamos: uma saída sem acordo é intratável. E certamente não é o que desejamos”, disse Carolyn Fairbairn, diretora-geral da CBI.

Por enquanto, a aprovação do texto pelos deputados é mais do que incerta – o que alimentaria o temor de um divórcio sem concessões, o pior cenário possível para os empresários e mercados financeiros. As consequências econômicas de um Brexit nessas condições “seriam profundas, extensas e longas”, advertiu Fairbairn, que prevê uma queda de 8% do PIB britânico neste caso.

O Tratado de Lisboa, que estipula as regras para a saída de um Estado-membro da União Europeia, determina que apenas o Conselho Europeu pode decidir, em acordo com o país em questão, sobre o prolongamento do prazo-limite.

Com informações da AFP