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Direita Europeia avalia expulsar partido xenófobo de Viktor Orbán

Por RFI

Enquanto a Hungria do ultranacionalista Viktor Orbán faz uma intensa campanha anti-Bruxelas, a maior bancada do Parlamento Europeu pensa pela primeira vez em excluir o Fidesz, partido xenófobo de Orbán, do grupo. O processo foi lançado oficialmente nesta semana e será debatido no próximo dia 20 de março.

Letícia Fonseca-Sourander, correspondente da RFI em Bruxelas

O braço-de-ferro entre Bruxelas e Budapeste ganhou um contorno dramático nesta semana. O Partido Popular Europeu (PPE), o maior grupo político do Parlamento Europeu, que reúne a direita e centro-direita do bloco, lançou oficialmente o processo de expulsão do Fidesz, partido do primeiro-ministro húngaro, o ultranacionalista Viktor Orbán, que está em seu terceiro mandato consecutivo. A questão, que será discutida no dia 20 de março, deve elevar ainda mais a tensão com o governo de Orbán. Para os cristãos-democratas, que representam a maioria no PPE, o líder autocrático da Hungria continua desrespeitando o Estado de Direito.

No poder desde 2010, o Fidesz viola os valores europeus ao promover sua política anti-imigração. Entre as medidas autoritárias, Orbán criou um sistema judicial paralelo, acabou com a independência do Judiciário e limitou a liberdade de expressão no país. Em setembro passado, o Parlamento Europeu abriu um processo contra a Hungria por violação dos direitos fundamentais. A partir desta ação inédita, Budapeste corre agora o risco de perder seu direito de voto no Conselho da União Europeia.

Consequência da expulsão do PPE

A provável saída dos doze deputados do Fidesz da maior bancada do Parlamento Europeu poderia levar ao realinhamento das forças partidárias em Bruxelas. Para contrabalançar a possível perda, os cristãos-democratas podem tentar atrair os partidos liberais. As declarações extremistas do populista Viktor Orbán tem provocado prejuízos no Partido Popular Europeu, que não quer arriscar perder votos dos eleitores. Muitos deles não estariam dispostos a votar na legenda por causa da presença do Fidesz.

Na verdade, o Fidesz é visto como uma pedra no caminho. Uma pedra pesada e pouco atrativa. Especialistas acreditam que o partido de Orbán deve tentar uma aliança com a extrema-direita da Itália e França para não ficar marginalizado no legislativo europeu. Mas tudo indica que o destino do Fidesz em Bruxelas deve ser decidido pela chanceler alemã Angela Merkel, que é do partido de centro-direita União Democrata-Cristã (CDU).

Há apenas três meses das eleições europeias cada jogada é fundamental. Quanto maior o grupo político maior é a influência no Parlamento Europeu, por exemplo, na divisão de cargos das Comissões, vice-presidências e outros postos de destaque do legislativo. Atualmente, os cristãos-democratas ocupam 217 das 750 cadeiras do Parlamento Europeu.

Reação do governo de Budapeste

Em sua cruzada contra Bruxelas, o premiê da Hungria Viktor Orbán, comparou os políticos que estão pedindo a expulsão do Fidesz a “idiotas úteis”. Ele ressaltou que Lênin dizia que “estes idiotas úteis, acreditam que estão envolvidos em uma luta espiritual, mas na verdade estão sendo manipulados pela oposição de esquerda”.

A polêmica se agravou quando Orbán lançou no mês passado uma campanha contra o megainvestidor bilionário americano, de origem húngara, George Soros, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. Nos cartazes da campanha, pagos com dinheiro público, o governo de Budapeste acusa a União Europeia e Soros de inundarem a Europa com imigrantes e refugiados. Após as reações indignadas de Bruxelas, a Hungria propôs retirar os cartazes das ruas. Não é a primeira vez que o governo de Budapeste lança acusações contra a União Europeia ou contra Soros sem fornecer provas concretas.

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